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sábado, 2 de agosto de 2014

Pastor árabe fala sobre a guerra em Gaza dentro do conflito

Traduzido por Eliseu Antonio Gomes

O conteúdo logo abaixo é uma carta aberta de Shmuel Aweida dirigida a todos os "pacifistas" que se levantam contra Israel. De origem árabe-israelense, ele pastoreia uma congregação messiânica de Israel em língua hebraica. Preste atenção em suas palavras, pois Aweida é porta-voz daqueles que observam a situação de dentro para fora.

 __________

"Caros amigos que se rotulam como "pessoas em busca de paz", "pró-cessar fogo", ativistas da "paz e reconciliação".

Perdoe-me por não embalar os doces sonhos e manifestações pela paz, que consideram tão importantes... As pessoas que não se preocupam com a população que sofre sob o regime do Hamas, que impõe suas regras ao longo dos anos, não podem ser consideradas moralmente superior a qualquer soldado israelense, que agora está em ataque terrestre. Desculpe-me por dizer que você parece melhor, mas realmente não é... Sinto muito...

Se você realmente se importasse, então, demonstraria o desejo de ver Gaza livre do Hamas e de outras organizações jihadistas islâmicas! Como pode dizer que sente dó de crianças feridas acidentalmente durante os ataques de Israel, quando não se importa que essas mesmas crianças inocentes sejam intencionalmente doutrinadas a odiar israelenses? Você diz sentir pena das crianças famintas, mas ignora que elas estejam sendo alimentadas, diariamente, nas escolas e pela televisão com o venenoso discurso do Hamas e Fatah.

Como pode sentir pesar pelo sofrimento das mulheres que agora choram, se antes não se importava, e ainda não demonstra interesse, com a situação que elas vivem há anos sendo humilhadas, discriminadas e até mesmo sendo vítimas de estupros e assassinatos?

Outra coisa que não entendo: Pessoas do tipo "gente boa", que demonstram o desejo e oram pelo cessar-fogo na guerra de Israel contra o mal, mas que são anti-semitas, anti-humanas, financiadoras de organizações sanguinárias como o Hamas (elas não apoiam os cidadãos palestinos), pois suas ONGs e governos enviam bilhões de dólares de "ajuda" para um sistema extremamente corrupto. Dessa maneira, colaboram para que Israel continue "seu trabalho".

E adivinhe o que habitualmente acontece? Ao invés da doação em dinheiro ser usada para combater a fome é usado para aumentar o número de armas. Em vez de direcionar ao ensino nas escolas, para ensinar a matemática às crianças, ensinam essas crianças a odiar os judeus e as incentivam a tomar parte da jihad ("guerra santa") contra os judeus. Em vez de construir casas e hospitais, desviam o dinheiro para construir túneis para fins terroristas.

Os túneis que a Força de Defesa Israelense (IDF) encontrou e explodiu nos últimos dias custaram milhões de dólares, minhas amadas pessoas ingênuas do Oeste!

Não estou dizendo que Israel não comete falhas por aqui. Mas, muitas vezes me pergunto: os melhores amigos do povo palestino são as pessoas que sustentam o regime islâmico?

Simplesmente não entendo! Alguém aqui tem que alcançar uma melhor compreensão do que existe entre nós!

Por mais que eu odeie esta guerra e o preço pago pelos nossos queridos soldados e civis inocentes dos dois lados, odeio mais o fato de que tudo isso possa ser necessário! Que seja preciso haver a dor da guerra para colher os bons frutos da paz! Que o Deus dos Exércitos e os exércitos nos dê Sua Shalom!

No mês passado, houve muita atividade nos meios sociais de comunicação. Eu me decepcionei e me frustrei com alguns amigos do Facebook por causa do tamanho da cegueira e ingenuidade deles com relação a situação real e as origens do conflito no Oriente Médio.

Será que eles pensam mesmo que o Hamas tem tudo a ver com o Islã? Todos eles não enxergam os fatos que acontecem na Síria, no Iraque e em toda a região ao redor? Não vêem o que o Hamas faz contra a população pobre, que vive sob constante terror diário? Não sei porque continuo sendo surpreendido...

Aos meus amigos anti-árabes:

O que realmente mais me surpreendeu foi, em relação a esta operação em Gaza, aflorar nas páginas do Facebook dos que apoiam Israel o sentimento de ódio, desejo de vingança e o racismo. Eles demostraram prazer pela destruição provocada pela guerra (alegria essa que a própria liderança de guerra não tem).

O fato dessa gente citar versículos bíblicos não as torna menos sujas. Então, excluí essas pessoas do meu círculo de contatos no Facebook, da mesma maneira que coloco para fora quem realiza postagens pornográficas e outras coisas repugnantes. Lixo, é lixo, é lixo.

É preciso orar para que Deus proteja os nossos soldados, eles estão servindo-nos e colocando a vida em risco por nós - orgulhosos do código moral da IDF e da legitimidade desta operação necessária. Oremos por aqueles que devem tomar decisões complicadas - para que em todas as situações difíceis acertem e mantenham a humildade.

Também acho que precisamos orar para que todos nós consigamos manter os nossos corações longe do ódio, do sentimento de retaliação, do racismo e outras coisas destrutivas que não nos honra e nem honra o Deus de Israel."

Fonte: /www.israeltoday.co.il/

2 comentários:

Luís Oliveira disse...

A paz do Senhor.

Como temos visto e lido os seus excelentes artigos, vos parabenizamos por este também.

Há um tempo atrás nós já havíamos solicitado a divulgação em nosso blog de algum artigo seu.

O que foi-nos autorizado desde que indicássemos a sua fonte.

Achamos este artigo extremamente esclarecedor, pela procedência em tempo real e em loco do seu autor neste triste sucedido.

Ninguém como ele poderia dar um testemunho tão autentico como foi dado.

Não temos dúvidas que a perda de vidas nos contrista, abala e faz-nos pensar: "Até quando o sofreremos e o sofrerão com casos como este?".

Com sua permissão já autorizada dantes, estamos compartilhando no seu nome este esclarecedor post.

Sem mais agradecemos

Luis Oliveira
http://luisdornelesdeoliveira.blogspot.com.br/


Eliseu Antonio Gomes disse...

Caro Luis.

Você pode sempre se sentir livre para replicar postagens realizadas aqui no Belverede.

Sobre este tema: É importante fazer conhecido o que os olhos de quem vive na região do conflito estão vendo e fazer saber o que sabem, por eles serem - direta e involuntariamente - parte do contexto.

Abraço.

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Bola colorida na areia da praia. By Eliseu Antonio Gomes

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