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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Jornalistas e jornalecos falam sobre a reestruturação do ensino na rede pública estadual de São Paulo

Presença da PM garante o fluxo de trânsito de automóveis
durante protesto em SP.
As verdades escondidas e as mentiras espalhadas sobre a reestruturação em ciclo do ensino na rede pública de São Paulo.

Sendo eu um cidadão paulista e paulistano, alguém que desde a mais tenra idade reside no município de São Paulo, não deixo de acompanhar os acontecimentos diários que ocorrem dentro do meu estado e dentro do meu município. Sou assim desde muito jovem. Com certeza, este interesse pelo saber nasceu ao observar meu pai, um peemedebista, diante de telejornais e comentando notícias da política, e outras temáticas, com um tio, saído às pressas de Recife para não ser preso pela ditadura militar.

Não sei ser aquele tipo de gente que vive alienado, talvez a informação fresca esteja para minha alma como o oxigênio está para meus pulmões. Não é possível ser diferente disso.

Porém, muitas vezes o jornalismo parece oferecer ao público oxigênio impuro, contaminado com ideologias políticas ou com a preguiça de apurar os fatos por completo. Esta maldade não é caraterística de toda a imprensa. Graças a Deus, ainda  existem pessoas sérias reportando o dia a dia com imparcialidade, sem medo de arregaçar as mangas e suar a camisa, com força de vontade para transmitir a verdade para a sociedade.

Noto que a turba de incompetentes no meio jornalístico não é uma gangrena que se restringe ao meu estado e minha querida capital. Infelizmente, vejo que situações parecidas também acontecem em coberturas (isto é, "senhoras coberturas") da imprensa em nível nacional. Por aí estão pseudos-profissionais, realizando um jornalismo falso, contando ao povo meias verdades e até mentiras inteiras. Se eles prestam o deserviço por iniciativa própria, sem a imposição editorial do órgão que paga-lhes o salário, podemos considerar que são traidores em dose dupla, pois traem o patrão e traem quem os lê ou ouve.

Desde outubro, se não me falha a memória é esta a data, circula em parte da mídia voltada para São Paulo que o governador Geraldo Alckimin pretende fechar escolas. O verbo fechar causou em mim um grande impacto e enorme desconfiança. Qual governante em sã consciência iria contra a Educação, assim, abertamente? Até os políticos idiotas, que roubam o dinheiro da merenda escolar não são capazes de tamanha exposição negativa perante a opinião pública. Então, pesquisei no site do governo estadual, onde percebi que o verbo fechar estava sendo usado de maneira não muito correta.

A proposta não é fechar as escolas, é mudar alunos de uma para outra escola, reunindo-os por faixas etárias, mudar a função de algumas escolas por falta de alunos. Trata-se de uma medida proativa, cujo objetivo é implementar a partir de 2016.

A reestruturação do ensino na rede estadual de São Paulo é algo inteligente, natural e benéfico para a realidade em que vivemos.  As famílias da geração atual possuem números de filhos mais reduzidos. Um, dois, no máximo três crianças, não mais seis ou até oito como acontecia na década de 1970, época em que a maioria de prédios das escolas estaduais foram entregues aos paulistas, considerando o tamanho da população infantil daquele tempo. E se a taxa de natalidade abaixou, não é difícil raciocinar e constatar que a demanda por espaço nos dias de hoje é bem menor do que há outras décadas atrás. Não é preciso ser um gênio da matemática para entender que em 2015 existem cadeiras vagas em salas de aulas. E que a governança responsável leva a fazer do espaço ocioso um espaço útil, transformando os lugares que outrora oferecia ensino médio em escolas técnicas e creches, o que é correto a ser feito, pois beneficia ao cidadão de bem. 

Ontem, em face de um número ínfimo de protestantes baderneiros travando o trânsito de ruas e avenidas importantes, o assunto alçou nível nacional. Digo número insignificante porque os protestantes não perfazem nem 0,5 % do número de estudantes da rede estadual e além disso entre os alunos que protestavam havia a infiltração de cidadãos que não moram em São Paulo e nem estudam por aqui. E não posso deixar de dizer que foi uma agressão contra a inteligência de quem assistiu as matérias ouvir repórteres chamar de alunos do ensino médio meliantes com aparência de trinta anos ou mais. Sim, são meliantes porque impedem alunos de terminar o ano letivo e impedem os motoristas de exercerem o seu direito constitucional de ir e vir. Tais criminosos deveriam ser presos ali, fichados (o ato é flagrante!), e a imprensa identificá-los como bandidos e nos informar em nome de quem estão cometendo tais delitos (sindicatos, partidos políticos, alguma facção criminosa?). Além de tudo isso, ainda estavam tumultuando a vida da população do nosso estado portando assentos das escolas, isto é, retiraram o patrimônio público do seu local de destino e uso... Roubo? Por que os jornalistas não comentaram sobre essa apropriação indevida?

A exceção positiva que encontrei sobre este assunto foram duas matérias exibidas na semana passada e início desta pela TV Gazeta, televisão da Fundação Casper Líbero. As matérias mostraram que existem muitos alunos contrários a ocupação das escolas, descontentes com o impedimento de assistirem aulas, e que muitos ocupantes das escolas são indivíduos que não fazem parte do quadro de alunos dessas escolas invadidas, são gente totalmente estranhas aos pais de alunos e aos funcionários das escolas. Esses estranhos ditam a regra "não haverá aulas" e os pseudos-jornalistas os classificam como heróis!

Os opositores do projeto de reestruturação escolar precisam examinar a si mesmos, eles perderam o coração e não sabem disso. É lamentável que entre os sem-coração exista jornalistas. Eles estão à reboque de sindicados retrógradas, partidos políticos medíocres e de uma filosofia socialista de fachada. O Brasil seria melhor sem eles.

Finalizando, perguntamos: a quem interessa que esta reestruturação não seja realizada? E por que ser contra a facilitação da preparação profissionalizante de alunos de periferias em escolas públicas próximas de suas casas? Por que não querer a creche na região em que os pais dos bebês moram?

____________________

Atualização:

Nesta mesma data desta postagem, o governador Geraldo Alckimim convocou coletiva de imprensa para anunciar o cancelamento da reestruturação do ensino, cujo início estava marcado para 2016.  A nova previsão é o ano 2017. Apesar do recuo do governo, manifestantes declaram que continuarão ocupando escolas.

5 de dezembro de 2015 | 3h48 

E.A.G.

2 comentários:

Arlete Oliveira disse...

olá Eliseu! muito bem abordado essa situação; ainda ontem comentei justamente isso com meu filho... "não estão FECHANDO escolas, estão reestruturando as escolas..." - o termo FECHAR não está correto mesmo... basta que se pense um pouco e é de admirar que muitos professores estão neste equívoco...

Paz a todos!

Eliseu Antonio Gomes disse...

Arlete, irmã.

Pois é, alguns professores estão envolvidos nos protestos. Eles propagam o discurso "fechar escolas", acredito que passam esta informação distorcida impulsionados por ideologias políticas, querem confundir para tirar votos do candidato do PSDB na próxima eleição estadual.

Abraço.

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Bola colorida na areia da praia. By Eliseu Antonio Gomes

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