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terça-feira, 30 de junho de 2015

Sexualidade é uma construção cultural?




Wilma Rejane


No dia 26 de Junho de 2015, a Suprema corte dos Estados Unidos oficializou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A decisão está sendo bastante comemorada não apenas naquele país, mas no mundo todo, visto que os E.U.A têm grande influência no cenário econômico e social. O que está acontecendo a nível mundial é uma tendência que não poderá ser freada, pois é resultado da corrupção do gênero humano. Falo com tristeza, não com ódio ou espírito de rivalidade.

Já no Brasil, muito se comenta sobre a ideologia de gênero nas escolas. Segundo essa ideologia, toda criança nasce sem definição sexual. Ou seja, não é menino ou menina. Ela escolhe que sexo assumirá. A sexualidade seria, portanto, uma construção cultural.

O que poucos sabem é que esse assunto não é tão atual assim, ele teve inicio com o 14º Congresso Mundial de Sexologia ocorrido em Hong Kong na China entre 23 e 27 de Agosto de 1999. Neste congresso ficou instituido que a sexualidade é parte integral da personalidade de todo ser humano e deve ser construída por meio de interação entre indivíduos e as estruturas sociais. A "construção" da sexualidade, portanto, não é uma invenção do governo petista brasileiro, mas resultado de especulação cientifica aliada a uma pedagogia moderna. A influência desse Congresso sobre as orientações de gênero nas escolas brasileiras pode ser conferida  no Guia Escolar 2011 elaborado pelo Governo Federal. Em um dos tópicos sobre Orientação sexual no currículo, capítulo três, página 56 se lê:

Objetivos dos Temas transversais dos Parâmetros Curriculares para infância e adolescentes:

•Respeitar a diversidade de valores, de crenças e de comportamentos relativos à sexualidade,desde que seja garantida a dignidade do ser humano.
•Compreender a busca de prazer como uma dimensão saudável da sexualidade humana.
•Conhecer seu corpo, valorizar e cuidar de sua saúde como condição necessária para usufruir de prazer sexual.
•Reconhecer como determinações culturais as características socialmente atribuídas ao masculino e ao feminino, posicionando-se contra discriminações a elas associadas.

Ou seja: sexualidade é construção, é algo metafísico que não apenas transcende a biologia como também a ignora.

Há nesse contexto a acusação de que essa construção da sexualidade seja fruto de ideologia marxista socialista. Estranho é saber que Karl Marx  jamais tratou de construção de sexualidade. Sua obra fala sim de uma construção social derivada do poder do capital sobre o operário, fala do fetiche da mercadoria e das relações sociais como sendo produtos do capital, de uma opressão capitalista alienante que norteia comportamentos. O mundo capitalista seria então uma construção de dominação entre capital x operários, capital x mercadorias, capital x relações sociais. Marx expôs brilhantemente a efervescência do capitalismo; o problema são os adeptos de Marx, estes que querem implantar a ideologia socialista histórica em todas as áreas da esfera social. Em nome de uma "desalienação" acabam se alienando, perdendo a noção de moralidade e valores. 

Agora, convenhamos: se construção é educação, é convivência, então, por que há tanta aversão pelo cristianismo quando este combate o homossexualismo como sendo uma construção social? Se sexualidade é construção então, significa dizer que qualquer pessoa pode ser o que quiser. Na verdade, essa tão apregoada construção só é defendida quando contraria a natureza. Não basta se construir a partir da sexualidade natural e filial de ser homem e mulher. Essa construção que se apregoa no presente século precisa desconstruir o que Deus fez para construir o que a vontade e os instintos querem. Neste ponto a construção é válida. E aqui também defendo que essa construção é marxista, socialista, histórica, pois a base do marxismo é a contradição. Tem contradição maior do que dizer que sexualidade é construção, mas ser homossexual não é construção?

Que Deus nos ajude a enfrentarmos esses dias maus. Que o mundo possa compreender que o amor de Deus transforma e que somente Jesus Cristo Salva e que nenhuma construção humana se equipara a criação Divina. 

Referência:

Guia escolar: identificação de sinais de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes /Benedito Rodrigues dos Santos, Rita Ippolito – Seropédica, RJ:EDUR, 2011

Um comentário:

Marcelo Medeiros disse...

Lembro-me de que quando Silas Malafaia discutiu esta questão no programa da Marília Gabriela a apresentadora imediatamente defendeu a influência genéticca na questão da homossexualidade, e teve apoio de um geneticista brasileiro que faz doutorado na Inglaterra. Mas as colocações feitas pelo autor do post colocam por terra ambas especulações a do genticisita cujos estudos eram inconclusivos e as da apresentadota em questão.

Deus o abençoe.

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