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domingo, 31 de maio de 2015

Incubadora literária

Por Noélio Duarte

Não foi a energia elétrica, o átomo, os foguetes ou outra invenção do gênero a maior criação do homem.  Na verdade, a mais importante que as mãos  humanas criaram é bem mais simples e essencial que qualquer tecnologia: escrever. Por meio da escrita, o conhecimento foi transmitido e a cultura e a sociedade transformaram-se. A escrita foi e continua sendo a alavanca para o progresso do ser humano sobre a face da Terra.

Desde os escritos mais primitivos até Gutemberg e daí até o nosso tempo, o livro promoveu mudanças nunca vistas em toda a história da humanidade. Vale lembrar também que foi um livro, chamado Bíblia, que teve papel decisivo no pensamento humano. Isso nos mostra o poder do livro no desenvolvimento da humanidade.

Atualmente, o livro está um pouco de lado pelo fato de termos outras plataformas para trabalhar a escrita e disseminar o conhecimento. A alta tecnologia invadiu o comportamento humano com seus tablets, e-books, smartphones e, até mesmo, a tela dos monitores ficou mais espaçosa. A facilidade tecnológica está em todos os lugares: transportes públicos, rodoviárias, aeroportos, praças, shoppings, avenidas, cafeterias... Por onde andamos, há sempre alguém plugado em seus mágicos aparelhos.

A dimensão desse fenômeno é mundial. É fato que pessoas sabem usar muito bem a tecnologia, mas desaprenderam a escrever. 

Sou pastor, escritor e professor universitário e tenho ficado muito incomodado com o impacto que as "maquininhas" estão tendo sobre a construção da escrita, reduzindo a capacidade de concentração dos jovens. Recentemente, li alguns estudos que identificaram que jovens de 12 a 18 anos têm dificuldades para escrever textos curtos e médios. O motivo é o excesso de uso da internet. As escolas não incentivam mais a escrever. E isto implica que leitura e escrita estão sendo profundamente afetadas.

Diante deste cenário, entendi que poderia mudar o curso da história, pelo menos para os jovens da Primeira Igreja Batista em Caramujo (Niterói, RJ), igreja que estou pastoreando. Criei assim a "incubadora literária", Por meio de estratégias da PNL (Programação Neurolinguística) e do Coaching Literário, jovens e adolescentes estão aprendendo a escrever textos de pequena, média e alta complexidade, envolvendo temas diversos. 

Com essa metodologia, eles são preparados para enfrentar concursos públicos nos quais a redação sempre tem peso maior. Muitos dos que estudaram na "incubadora" foram vitoriosos. Um deles conseguiu o primeiro lugar em um concurso nacional de redação, promovido pela Academia Evangélica de Letras do Brasil (sediada no Rio de Janeiro), conquistando premiação em dinheiro.

O mais interessante nesta metodologia é que eles estão aprendendo a escrever por meio de temas bíblicos. São motivados a pensar biblicamente em cenários e ações de pensamentos diversos e, assim, têm condições de construir brilhantes textos. Esses textos têm se transformado em lindas mensagens de esperança. A Bíblia tem nos ajudado na formação de novos escritores para um novo e desafiador tempo.

Noélio Duarte é teólogo, fonoaudiólogo, neurolinguista, escritor, crônista e poeta. É membro titular e diretor de comunicação da Academia Evangélica de Letras do Brasil e é pastor da Primeira Igreja Batista Caramujo, Niterói - RJ.

Fonte: A Bíblia no Brasil, página 34, número 247, maio-junho de 2015, ano 67 (Sociedade Bíblica do Brasil).

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