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Research | Pesquisar artigos de Belverede

domingo, 31 de agosto de 2014

O maior


Por Joel Cardoso Jr.

"Esforçai-vos, e tende bom ânimo; não temais, nem vos espanteis, por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele, porque há um maior conosco do que com ele" - 2 Crônicas 32.7.

Deus é maior que tudo neste mundo, inclusive maior que o diabo. A Bíblia diz que Deus é amor (1 João 4.8), é eterno (Salmo 90.2), é fogo consumidor (Hebreus 12.29), é imortal (1 Timóteo 1.17), é onipotente (Apocalipse 19.6), é supremo (Romanos 9.5) e é o Todo-Poderoso (Apocalipse 1.8). No entanto, Satanás tem enganado e confundido milhares de pessoas, mostrando-se, aparentemente, maior que o nosso Deus. Todavia, o diabo é o pai da mentira (João 8.44). É astuto (2 Corintios 2.11).

O texto bíblico em referência fala da tentativa de invasão da Assíria, uma grande potência na época. A Escritura traz confiança e segurança ao povo de Deus, quando afirma: "Não temais, nem vos espanteis por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele, porque há um maior conosco do que com ele". Louvado seja o Senhor!

O inimigo já foi derrotado na cruz do calvário e, com ele, todos os seus demônios.

Podemos nos lembrar de uma experiência muito parecida como a que viveram Eliseu e o seu moço (2 Reis 6.15-16). O profeta, por uma visão espiritual, pôde contemplar um exército de Deus maior que o exército do inimigo.

Você, amado leitor, não pode viver  uma vida baseada no medo, nas ameaças de Satanás, mas, sim, no poder e grandiosidade de Deus. O Senhor pode todas as coisas!

Ande em retidão com a Palavra de Deus, feche todas as brechas e clame o Senhor, porque Ele mesmo lhe dará a vitória diante das lutas e das ciladas do inimigo.

Creia: Deus é maior que qualquer coisa!

Fonte: Renovação da fé, ano 15, nº 60, páginas 32 e 33, julho a setembro de 2014 (Igreja Metodista Renovada).

Sorvete de boldo, carqueja e fel ou de chocolate com leite condensado?

Por Silmar Coelho

Temos um problema grave: desejamos aquilo que nos dá prazer imediato. Pensamos que sabemos o que é bom para nós, mas, na maioria absoluta das vezes, não sabemos o que é verdadeiramente bom para nós. Pior ainda, Não gostamos do que é realmente bom. 

Existe um sorvete espiritual com gosto de boldo, carqueja e fel, que é verdadeiramente bom para nós. Essa mistura tem todas as vitaminas que nos fortalecerá para nos transformar em vencedores.

Todavia, preferimos um sorvete barato que seja bem doce e só nos faça ficar gordos, cheios de cárie e diabéticos. Até afirmamos que queremos o sorvete espiritual amargo, o problema é que nunca nos dispomos a comê-lo.

Por que agimos assim? Porque fomos criados para a felicidade, para desfrutar daquilo que nos dá maior prazer possível o mais rapidamente possível.

Temos a nossa própria ideia do que nos dá maior prazer, por isso vivemos à procura desse sonhado prazer que nos fará plenamente felizes. Não entendemos que esse enorme e inextinguível prazer não nos vem pela coisas fáceis. Coisas fáceis produzem prazer, mas não vencedores!

O prazer que não acaba só é possível, de fato, por meio de um relacionamento íntimo com Deus. Que o Senhor nos ajude em nossa escolha!

Fonte: Renovação da fé, ano 15, nº 60, páginas 30 e 31, julho a setembro de 2014 (Igreja Metodista Renovada).

Lucas 22.42

Sugestão: Acesse nossas postagens com temas devocionais.

O que fazer com Marina Silva nas urnas?

O Datafolha divulgou na noite de 29 de agosto uma pesquisa de intenção de votos para a eleição presidencial. Marina Silva, candidata pelo PSB aparece empatada com a presidente Dilma Rousseff (PT). Ambas possuem exatos 34% da preferência dos eleitores consultados. Aécio Neves (PSDB) caiu do segundo para o terceiro lugar, com considerável perda de possíveis votos.

Por causa desse cenário, é muito provável que na próxima semana o Horário Eleitoral será violento, haverá ataques contra a candidata do A Rede por parte do PT e do PSDB. Mas Dilma e Aécio continuarão posando como gente ética, fina e educada. Preste atenção em quem fala, veja de que partido é e com quem tem coligação.  

Fique de olhos abertos, eleitor cristão, candidatos inescrupulosos mentem querendo ganhar o seu voto, não premie mentirosos que acreditam que todo fim pode ser justificado pelos meios. Quem mente em campanha, é capaz de tudo o mais de ruim, não o eleja.  

Se houver nos ataques elo do acusador com o PT, é claro que haverá endosso de Dilma; se ligação com o PSDB, o Aécio concorda com o procedimento e assina o discurso.

Caso algum acusador vença usando mentiras contra adversários, é necessário que se cobre a falta do uso da verdade. A calúnia é crime, também deve ser encarada como crime eleitoral. Na minha opinião, o político mentiroso deveria perder o cargo e ficar algum tempo inelegível e seu partido perder a autorização de participar do próximo pleito. Consequência pesada? Acho que é uma punição branda, comparando com grave erro de mentir em eleição.

Bem, alguém pode pensar que através dessa postagem eu esteja me posicionando como eleitor de Marina Silva. Não é isso. Meu posicionamento é contra a cultura de usar mentiras, usar o eleitor como massa burra de manobra. Esse tipo de situação precisa ter um fim. Esperamos que o final seja nessas eleições.

E.A.G.

Postagem paralela: Horário Eleitoral

Roger Abdelmassih e o logotipo da Nike


Em agosto de 2014, aconteceram muitos fatos impactantes no Brasil, mas um deles é curioso. E gostaria de comentar.

No início de 2009, o médico Roger Abdelmassih, considerado durante anos como um dos grandes nomes da reprodução assistida no Brasil, foi acusado por pacientes de que cometia crimes sexuais contra elas. Mulheres famosas e ricas passavam pelo seu luxuoso consultório desejosas de resolver problema de infertilidade, quando eram dopadas para dormir e violentadas sexualmente.

Investigações resultaram em detenção em agosto de 2009, ficou atrás das grades quatro meses, ganhou a liberdade quando o então presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, acatou o pedido de habeas corpus feito por seus advogados. 

Após novo pedido de prisão em 2011, foi declarado foragido da Justiça. Figurou no topo da lista dos criminosos mais procurados do Estado de São Paulo e estava entre os 160 brasileiros caçados pela Interpol. 

Havia uma promessa de 10 mil reais como recompensa para quem divulgasse alguma informação sobre o seu paradeiro. O valor oferecido não foi pago a ninguém porque não houve ajuda de informante para encontrá-lo. Sua localização aconteceu por meio das investigações da Polícia Federal e da Polícia Civil.

Ele foi detido pela Secretaria Nacional Antidrogas paraguaia em parceria com a Polícia Federal brasileira. Enquanto foragido, vivia numa mansão com dois filhos e a esposa em Assunção, Paraguai. A captura aconteceu naquela cidade, na Rua Guido Spano, no bairro de classe média alta chamado Vila Morra, na tarde do dia 19 de agosto e deportado no mesmo dia rumo a Foz do Iguaçu, no Paraná. No dia seguinte, desembarcou no Aeroporto de Congonhas por volta de 13 horas.

Causou estranheza vê-lo usando um boné com logotipo da Nike, caminhando entre policiais. E mais estranho ainda foi perceber que a mídia não perguntou o motivo dele ressurgir em solo brasileiro assim, após a escapada das malhas da lei do Brasil. Até então, tal uso da marca era visto apenas na cabeça de atletas famosos, sempre vinculado com situações positivas e gente do bem. Estuprador é a primeira vez que eu vi.

E.A.G.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Joquebede, a mãe exemplar

"E o nome da mulher de Anrão era Joquebede, filha de Levi, a qual nasceu a Levi no Egito; e de Anrão ela teve Arão, e Moisés, e Miriã, irmã deles" - Números 26:59.

O nome Joquebede significa em hebraico "Jeová é glória".

A vida da hebréia Joquebede é relatada nas Escrituras como sendo uma pessoa simples em sua geração mas usada como um instrumento importante nas mãos de Deus. Embora mencionada poucas vezes nas páginas bíblicas e seja uma personagem pouco conhecida dos leitores da Bíblia, ela figura como uma das mulheres mais importantes da história.

Além do texto supracitado, há apenas a referência de Êxodo 6.20 mencionando o seu nome. Quando realizamos pesquisas em dicionários bíblicos, descobrimos que sua história de vida não recebe o destaque à altura de sua relevância. Mas não deveria ser assim, pois a vida desta mulher é admirável, ela teve uma trajetória notável, foi importantíssima para que viesse a existir o cenário judaico-cristão no mundo.

Joquebede nasceu em regime de escravidão na terra do Egito, os egípcios cultivavam a idolatria politeísta. Apesar desta situação adversa, ela manteve sua fé no Deus verdadeiro. Casou-se com Anrão, e com ele teve três filhos. Na época da terceira gravidez foi surpreendida com um terrível decreto de Faraó. Vendo Faraó que o povo hebreu era em número muito grande e se multiplicava surpreendentemente no seu reinado, temeu, seu temor era que os hebreus se revoltassem. Então ele resolveu controlar o crescimento populacional dos hebreus. Sua estratégia foi mandar as parteiras matarem todos os recém-nascidos de sexo masculino que pertenciam às famílias israelitas (Êxodo 2.1-4; 6.20; Atos 7.20; Hebreus 11.23). 

Neste panorama turbulento, Joquebede engravidou. "E a mulher concebeu e deu à luz um filho e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses" - Êxodo 2.2.

Na iminência de perder o filho em uma execução, o amor de mãe e o coração cheio de fé impediram que Joquebede se abalasse e impulsionaram suas ações corajosas. Em momento tão delicado, soube agir de maneira contundente e correta, assim protegeu sua família e favoreceu as gerações futuras de seu povo.

Determinada em amamentá-lo, manteve o núcleo familiar coeso na questão de guardar segredo por três meses sobre a sobrevivência de seu bebê, sabendo que caso fosse descoberta também morreria por desobediência ao rei. "Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio. E sua irmã postou-se de longe, para saber o que lhe havia de acontecer" - Êxodo 2.3-4.

Através de Hebreus 11.23, sabemos que Moisés escapou da morte porque seus pais eram tementes a Deus, com a ajuda celestial Anrão e Joquebede conseguiram salvá-lo. Anrão, companheiro de Joquebede, é descrito junto com ela no plano para salvar a vida do filho caçula. Mas as referências ao seu nome são menos expressivas na Bíblia quando em referência ao episódio de escape, isso nos leva a cogitar que Joquebede empreendeu mais vigor no plano divino que salvou a vida do pequeno Moisés. Talvez tenha sido assim por causa de sua condição de escravo ou ter falecido.

Deus revelou a Joquebede um plano extremamente simples de libertação. Apesar da simplicidade, o êxito da operação dependia da sua confiança no Senhor, pois somente a fé manteria o equilíbrio emocional dela e de toda a família durante todos os passos para atingir o desfecho desejável. Ela preparou um cesto que não afundasse quando posto nas águas, colocou seu bebê dentro dele e o deixou à margem do curso das correntezas do rio Nilo sob a observação de Miriã. Joquebede contava que quando a princesa, filha de Faraó, contemplasse o pequenino menino indefeso dentro da embarcação improvisada pensasse que teria chegado ali conduzido pela correnteza e aflorasse sua sensibilidade feminina e se encantasse de imediato com sua aparência bela e meiga. E parece que foi exatamente isso que aconteceu. "E a filha de Faraó desceu a lavar-se no rio, e as suas donzelas passeavam, pela margem do rio; e ela viu a arca no meio dos juncos, e enviou a sua criada, que a tomou. E abrindo-a, viu ao menino e eis que o menino chorava; e moveu-se de compaixão dele, e disse: Dos meninos dos hebreus é este" - Êxodo 2.5-6.

Estando Miriã, a filha mais velha de Joquebede por perto, direcionou o rumo da situação omitindo o parentesco: "Então disse sua irmã à filha de Faraó:' (irmã do bebê) 'Irei chamar uma ama das hebréias, que crie este menino para ti? E a filha de Faraó disse-lhe: Vai. Foi, pois, a moça, e chamou a mãe do menino. Então lhe disse a filha de Faraó: Leva este menino, e cria-mo; eu te darei teu salário. E a mulher tomou o menino, e criou-o" - Êxodo 2.8-9, parênteses meus.

Desta forma incrível, os fatos se sucederam como num conto de fadas, o pequeno Moisés, que nasceu dentro de família pobre e oprimida, é encontrado, resgatado e adotado por uma jovem princesa e passa a receber favores do palácio, tendo como babá sua própria mãe. O monarca, promotor de extermínio de criancinhas, passou a ser a pessoa que pagou pela educação do filho de Joquebede. O mesmo Nilo que afogou tantas crianças hebréias proporcionou a continuidade da vida de Moisés, possibilitando um futuro seguro para ele e estável para toda a família: "E, quando o menino já era grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adotou; e chamou-lhe Moisés, e disse: Porque das águas o tenho tirado" - Êxodo 2.10.

O testemunho desta mãe nos ensina que para sermos ferramentas úteis nas mãos de Deus não importa se somos significantes ou insignificantes na sociedade em que estamos inseridos. O que importa é ter compromisso com Deus e disposição para agir com fé e coragem, saber que em situações adversas os olhos do Senhor estão atentos sobre nós e Ele agirá para que seus planos alcancem as metas estabelecidas.

É muito provável que o objetivo de Joquebede naquela situação fosse única e exclusivamente preservar a vida de seu filho. É muito provável  que ela não soubesse em detalhes a dimensão do seu ato corajoso, talvez não passasse por sua mente que Deus usaria Moisés na fase adulta como o grande libertador e legislador de Israel. Porém, com certeza, motivada pela confiança na fidelidade do Senhor, ela sabia que não era a vontade divina que seu bebê morresse assassinado.  

Por sua postura firme em tempo de crise, tornou-se mãe de três lideranças importantes do Antigo Testamento: "Pois te fiz subir da terra do Egito, e da casa da servidão te remi; e enviei adiante de ti a Moisés, Arão e Miriã" - Miquéias 6.4.

Não é à revelia que os feitos de Joquebede estão registrados na listagem dos heróis da fé. Deus cuidou de Moisés em todas as etapas de sua vida, porém, na fase infantil fez isso através das atitude de sua mãe exemplar. Sua biografia brilha na história da humanidade como a mulher que gerou três filhos influentes porque antes de Moisés guiar o povo israelita da escravidão à liberdade, antes apresentar o Decálogo, antes de escrever o Pentateuco, foi embalado e instruído por ela - em palavras e atos - a amar a Deus.

Na mesma condição que Deus usou Joquebede, ele pode nos usar. Através de nossos passos de fé sabemos que agimos segundo a vontade divina, entretanto, não sabemos a dimensão do que as nossas ações alcançarão no futuro. É possível que a luta contra um problema pessoal - realizada com as armas espirituais: Efésios 6.10-18 - , se transforme em uma solução com abrangência de nível mundial.

E.A.G.

Consulta:
Belverede, O livro de Êxodo e o cativeiro de Israel no Egito, http://belverede.blogspot.com.br/2013/12/ebd-cpad-livro-de-exodo-cativeiro-de-israel-no-egito-licao-1.html
Charismag Hebrews 11:23—The Key to Deliverance www.charismamag.com/life/women/21178-hebrews-11-23-the-key-to-deliverance 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A verdadeira sabedoria se manifesta na prática

Por Eliseu Antonio Gomes

A Carta de Tiago enfatiza o lado prático do Evangelho de Cristo. No capítulo 1 e versículo 27, o apóstolo destaca as evidências da "religião pura e imaculada" para nos faz entender que praticar a Palavra é torná-la viva ante o mundo. É importante viver na prática a Palavra de Deus, para não cairmos no descrédito daqueles que nos rodeiam.

O cristão portador da sabedoria do alto é um crente abnegado, ao invés de simplesmente pronunciar a Palavra, vive-a como um exemplo de que ela é praticável e benéfica. Seu comportamento faz com que as pessoas em sua volta reflitam sobre como recebem as Escrituras, se como simples relato histórico ou como a sagrada regra de fé e conduta.

Mahatma Ghandi, diante de um líder cristão, disse: "Eu admiro o vosso Cristo, e não o vosso cristianismo". Infelizmente, vivemos num tempo em que, para muitos, há um grande abismo entre o ato de dizer e o fazer, o ato de pregar e o praticar, o ensinar e o oferecer exemplo.

O crente tem que ser uma testemunha viva do amor e poder do Senhor. De que adianta, ao homem, ouvir mandamentos, preceitos e ordenanças sem conhecer na prática os seus efeitos positivos?

É necessário ouvir

Quem é de Deus ouve as palavras de Deus (João 8.47). O verbo ouvir neste texto tem mais do que o sentido de escutar, é prestar atenção com a intenção de aprender e tornar-se apto a pôr o ensinamento em prática.

Na Palavra encontramos a exposição de um padrão ético superior ao que se vê em homens e mulheres comuns. A ética bíblica não visa apenas ao que a pessoa faz, mas ao que ela é, vai ao encontro de todas as áreas essenciais da vida e de encontro ao código exterior da sociedade edonista e ególatra.

Quando o leitor se submete à vontade divina, a Palavra cria fé em seu coração (Romanos 10.17). À medida que uma pessoa lê a Bíblia, esta, por sua vez, interage com o leitor, falando dinamicamente às suas necessidades. Ela é a voz de Deus, é penetrante, toca no âmago do ser humano e oferece todas as respostas necessárias às perguntas mais importantes (Hebreus 4.12, 13).

A leitura bíblica gera conhecimento e o conhecimento do Senhor produz libertação (Oseias 6.3; João 8.32). A Palavra transforma o leitor em todos os setores que precisa ser transformado e o conduz ao encontro com Deus. O leitor cuja alma está cansada e oprimida, recebe o alívio proporcionado por Cristo, que troca o fardo pesado que encontra-se em seu coração pelo fardo leve e agradável que Ele tem para quem deseja ser praticante da vontade divina. Com a ajuda do Espírito o crente experimenta viver praticando a Palavra prazerosamente (Mateus 11.28-30; João 14.26).

As ideias expostas na Bíblia, morais e religiosas, encaminham o leitor em direção a Deus, que o ama, apresentando o Todo Poderoso como fonte originária da relevância e do propósito para si mesmo e para o seu mundo, orienta-o com vista ao seu bem-estar pleno.

O perfil do crente praticante da Palavra de Deus

Segundo Tiago, o nosso relacionamento com outros deve ser propenso a dar atenção ao próximo. O praticante da Palavra é sempre dado a ouvir, pois quando fala corre o risco de pecar.

Há muita sabedoria em ser uma pessoa tardia para falar, a Bíblia revela que o homem de entendimento cala-se, até o tolo, quando calado, será reputado por sábio (Provérbios 11.12; 17.28). No círculo social das rodas de conversas, a Bíblia valoriza mais quem se propõe a escutar do que quem se dispõe a expressar-se. Recomenda o filho prestar atenção nas instruções do pai, ouvir as palavras dos sábios e afirma que é melhor "ouvir a repreensão do sábio do que a canção do tolo" (Provérbios 1.8; 22.17; Eclesiastes 7.5).

Em nosso relacionamento com o próximo é preciso estar disposto a ouvir mais e não ter pressa para falar. Ao relacionarmos com Deus, é necessário estar sempre pronto a ouvir a Palavra com mansidão e possuir muita disposição para rejeitar o pecado.

O perfil do crente, que por esquecimento ou desatenção, não pratica a Palavra

Os exemplos de Moisés e Jesus em momentos de ira devem ser observados e imitados. A indignação que manifestaram teve como alvo a iniquidade e afronta contra Deus. Moisés revoltou-se contra a idolatria ao bezerro de ouro e quebrou as tábuas da lei. Jesus, irou-se contra a ação de cambistas no templo, virou mesas com chicote nas mãos. Ambos não pecaram contra o próximo ao agirem com objetivo de reestabelecer a vontade do Senhor. É válido frisar: eles não pecaram.

A Palavra de Deus conclama o ser humano a uma moralidade que supera a nossa medida de justiça. "A ira do homem não opera a justiça de Deus" (Tiago 1.20). O crente não praticante da Palavra ao sentir-se prejudicado, lança mão de recursos injustos, luta contra o próximo objetivando fazer justiça em favor de si mesmo e em proteção de seus interesses egoístas. Toda pessoa não praticante da Palavra ainda não despojou-se do "velho homem", portanto dá vazão à indignação através do pecado. É capaz de fazer uso de gritarias, seus lábios transbordam amargura, pensamentos maus, calúnias, mentiras, blasfêmias, e toda espécie de malícia contra seu semelhante por quem Cristo morreu, ignorando (ou ignorante) que seus inimigos reais têm origem espiritual, não possuem sangue e carne, são principados, potestades, os príncipes das trevas deste século, as hostes espirituais da maldade, alojadas nos lugares celestiais (Efésios 4.22, 25; 31; 6.12).

Tiago compara tais pessoas a um homem que se olha no espelho e ao afastar-se esquece dos detalhes de sua fisionomia. São exatamente assim as pessoas que um dia entregaram-se ao senhorio de Cristo, mas em determinadas circunstâncias costumam deixar que a raiva apodere-se de suas vidas. O sentimento de cólera toma o coração delas com autoridade de senhor, elas parecem esquecidas do mandamento que orienta a amar o próximo como a si mesmo. Talvez abatidas pelo surto de amnésia, ou propositalmente, desprezam a ordem de Jesus para amar quem nos odeia, falar e fazer o bem aos que nos maldizem e fazem mal, orar em favor de nossos perseguidores.

Conclusão

É primordial praticar a Palavra: no lar, na igreja, em trânsito. É necessário que cada cristão realize um exame de consciência e pergunte-se se seus sentimentos refletem ambição egoísta ou o amor de Deus, pois não há evidências aceitáveis no relacionamento com Deus e com os outros na vida de crentes que são apenas conhecedores e não praticantes. Suas ações produzem consequências maléficas à Obra de Deus.

Não é normal alguém pregar o Evangelho e ao mesmo tempo ter atitudes que destoam de seus ensinamentos. É anormal pronunciar a Palavra sem praticá-la, tal contradição é puro intelectualismo; o ensino sem a vivência é puro farisaísmo.

É preciso, diuturnamente, desejar e ser parte do grupo de crentes que são praticantes da Palavra e não apenas conhecedores e pregadores dela, é necessário aplicar a verdadeira religião cristã em nossas vidas, observando seus preceitos e estatutos. Do contrário, nossa religião será vã, vazia, sem resultados apropriados e a Palavra nos condenará ao porvir sem paz, sem alegria, sem motivos para sorrir.

E.A.G.

Consulta: 
Ensinador Cristão, ano 15, nº 59, página 40, 41, julho-setembro de 2014, Rio de Janeiro (CPAD). 
Lições Bíblicas - Mestre, Elinaldo Renovato de Lima; 1º trimestre de 1999, páginas 40, 24-30, Rio de Janeiro (CPAD). 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Que eu diminua...


"A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda" - Provérbios 16.18.

"João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo com água; mas no meio de vós está um a quem vós não conheceis. Este é aquele que vem após mim, que é antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar a correia da alparca' (...) 'No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Este é aquele do qual eu disse: Após mim vem um homem que é antes de mim, porque foi primeiro do que eu" - João 1.26-28, 30.

 "João respondeu, e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu'  (...) 'É necessário que ele cresça e que eu diminua. Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos" - João 3.27, 30, 31.

"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te" - 2 Timóteo 3.1-5.

E.A.G.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Horário eleitoral


Assisti o Debate SBT, transmitido ontem por volta das 18 horas, com a mediação do jornalista Carlos Nascimentos e a presença de candidatos ao governo do estado de São Paulo.

Chamou a minha atenção as promessas apresentadas pelo candidato do Partido dos Trabalhadores, ele está prometendo o "céu na terra", coisas totalmente impossíveis de realizar. Tais promessas impossíveis lembram muito as promessas de Fernando Haddad durante o Horário Eleitoral, que jamais serão cumpridas porque as realidades entre céu e terra não competem ao homem fazer, mas a Deus. Não por acaso Haddad também é filiado ao PT.

E.A.G.

Postagem paralela: O que fazer com Marina Silva nas urnas?

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

EBD - CPAD - 4º Trimestre de 2014: Integridade Moral e Espiritual - O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje


Integridade moral e espiritual - O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Este é o tema escolhido para ser abordado no quarto trimestre de 2014 pela revista de escola dominical (CPAD), com comentários de Elienai Cabral.

O autor é Ministro do Evangelho, pastor da Igreja Assembleia de Deus de Sobradinho - DF, conferencista, escreveu vários livros, comentarista das revistas de Escola Dominical - Lições Bíblicas da CPAD, membro da Academia Evangélica de Letras e da Casa de Letras Emílio Conde.

Sumário:

Lição 1: Daniel, Nosso “Contemporâneo
Lição 2: A Firmeza do Caráter Moral e Espiritual de Daniel
Lição 3: O Deus que Intervém na História
Lição 4: A Providência Divina na Fidelidade Humana
Lição 5: Deus Abomina a Soberba
Lição 6: A Queda do Império Babilônico
Lição 7: Integridade em Tempos de Crise
Lição 8: Os Impérios Mundiais e o Reino do Messias
Lição 9: O Prenúncio do Tempo do Fim
Lição 10: As Setenta Semanas
Lição 11: O Homem Vestido de Linho
Lição 12: Um Tipo do Futuro Anticristo
Lição 13: O Tempo da Profecia de Daniel

E.A.G.


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Te amo Jesus



É muito interessante esta ideia de formar a frase "te amo Jesus" com um conjunto de corpos humanos.

Encontrei esta fotografia em um perfil no Facebook. Pesquisei para encontrar a origem, mas não achei o dono, que deve ter sido feita com uma câmera VGA de aparelho celular. A imagem possui as primeiras postagens em blogs de fala espanhola. Fiz "ajustes" ao idioma português para postar no Belverede. Retirei o "acento" na vogal "u" e outro próximo da "e".  

E.A.G.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O cuidado com a língua

Por Eliseu Antonio Gomes

Quando a criança vai ao médico, uma das coisas que ele pede é para mostrar a língua. Talvez, alguém tenha a curiosidade de saber o motivo. Este exame é importante como método auxiliar no diagnóstico de algumas doenças. A língua, assim como o céu da boca, gengiva, glândulas, saliva e dentes, exibem sinais e sintomas muitas vezes precoces de enfermidades sistêmicas.

A Bíblia nos informa que a saúde espiritual de uma pessoa também pode ser diagnosticada pela sua língua. Paulo, ao descrever a depravação do coração da criatura que ignora o Criador, diz: "A garganta deles é um sepulcro aberto, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e amargura" (Romanos 3.13-14).

Sintomas da qualidade espiritual

"Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo" - Tiago 3.2.

No terceiro capítulo de sua carta Tiago aponta para três aspectos da comunicação oral usando seis figuras de linguagens:

1. poder de direção: o freio e o leme (versículos 3 e 4);
2. poder de destruição: o fogo e o animal (6 e 7);
3. poder para dar prazer: a fonte de água e a árvore (11 e 12).

No processo biológico, nas primeiras fases do desenvolvimento da vida o ser humano é apenas um embrião, ser vivo que ainda não é dono da própria coordenação motora, passa a ser um feto e começa  ganhar corpo e inexpressiva força e movimentos involuntários, cresce, torna-se um bebê e conhece a luz do dia. Espera-se que abandone o choro e se comunique com palavras compreensíveis, equilibre-se, ande pelas forças de suas pernas coordenadamente, e da fase infantil alcance o estado adulto, quando além de apresentar o desenvolvimento físico pleno também apresente progresso psíquico e conquiste sua independência financeira e se transforme em pai ou mãe, tornando-se uma pessoa responsável por outro início do processo biológico. Este é o ciclo natural da vida projetado por Deus: a passagem gradual de um estágio inferior a um estágio mais aperfeiçoado.

Note bem este trecho do versículo 5: "a língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia". Se a pessoa que se diz cristã realmente nasceu da água e do Espírito, ela amadurece na fé e é contumaz praticante do bem e não do mal, sua fala e atos geram a vida e não a morte. Provérbios 11.30 afirma que o justo é gerador de árvores da vida e não quem as mata em queimadas. É aceitável afirmar que a língua descontrolada é agente de morte, pois em muitas passagens bíblicas o ser humano é comparado com árvores (Salmo 1.3; Ezequiel 17.24; Mateus 7.15-17).

Com a finalidade de acentuar o alto risco que o mestre submete a si mesmo ao se propor a ensinar, visto que a sua principal ferramenta de trabalho são as palavras e que a parte do corpo em que há maior embaraço e descontrole é a língua, ele usa figurativamente o verbo "ptaiõ" (tropeçamos) para assinalar o fracasso espiritual do cristão, sugerindo pecados cometidos sem reflexão e pecados intencionais - não colocando ênfase na quantidade de pecados, mas na variedade deles.

Ao usar as figuras do cavalo e o cavaleiro, o navio e o timoneiro, Tiago mostra a capacidade que o homem tem, mesmo sendo menor e mais fraco, para escolher o destino da viagem. O espírito indócil do animal e a força dos ventos em alto-mar se sujeitam ao ser humano que faz uso correto do freio e do leme.  E ao usar as ilustrações da árvore frutífera e de fontes de água potável e insalubre, ele ensina que a característica natural do crente é apresentar o fruto do arrependimento, caracterizado por Paulo em nove virtudes do Espírito Santo, entre elas o poder de controlar-se (Lucas 3.8; Gálatas 5.19-23);

Todos nós temos as opções de andar no Espírito ou satisfazer os prazeres carnais. Aquele que é renascido em Cristo pode escolher usar a sabedoria do alto ou a sabedoria terrena, animal e diabólica. A característica própria da natureza do autêntico seguidor de Cristo é apresentar autocontrole ao falar, é ser uma fonte geradora de situação saudável, semeadora e cultivadora de tudo que leva a conservar ou restabelecer a limpeza ou pureza, ser produtora de vida.

O domínio para falar é dado por Deus. Tiago revela que a pessoa que domina sua língua é capaz de dominar o restante do corpo. Embora haja dificuldade para controlar o linguajar, não é impossível realizar o controle, pois apesar da tentação do pecado no falar ser grande, nenhuma tentação ocorre além das forças de quem é tentado, porque Deus é fiel e jamais permite que alguém seja tentado além do que possa suportar (Confira: 1 Corintios 10.13).

Por haver no ser humano a dificuldade em controlar a fala, Tiago afirma que quem é capaz de evitar expressar aquilo que é prejudicial, falso e calunioso, também é capaz de dominar seu corpo inteiro e pode ser considerado uma pessoa madura, adulta na fé.

A vontade do Senhor é que todo indivíduo nasça de novo através do processo espiritual, não viva em uma religiosidade que aceita o comportamento de menino inconstante, cresça até chegar à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, se desenvolva pela transformação do entendimento dos propósitos de Deus em sua vida até ser homem perfeito, à medida da estatura de Cristo. E isto significa ser uma pessoa sábia ao falar, usando a boca para bendizer ao Pai e abençoar os irmãos com falas sinceras e construtivas (Romanos 12.1-2; Efésios 4.12-14)

O sinal mais claro da presença de sabedoria divina em uma pessoa é ela ser alguém que usa a comunicação com o objetivo de ganhar almas para o Reino de Deus (Provérbios 11.30).

E.A.G.

Consultas:
Lições bíblicas - Mestre, Eliezer de Lira e Silva; 3º trimestre de 2014, páginas 57, Rio de Janeiro (CPAD).
Revista Exposição Bíblica - Liberdade, Fé e Prática - Gálatas e Tiago; Arival Dias Casimiro; páginas 50-54; 3ª edição em julho de 2013; Santa Bárbara d'0este/SP (Z 3 Editora Ltda). 
Tiago - Introdução e Comentário, Douglas. J. Moo, páginas 119, 123; 1ª edição 1990, reimpressão 2011, São Paulo (Edições Vida Nova.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Coração do poeta




Ame mais.
Beije muito.
Chore com vontade.
Dê generosamente.
Cante.
Faça aquilo que mais teme.
Grite!
Harmonize-se mais. 
Importe-se menos. 
Junte amigos. 
Lute pelo que acredita. 
Mude de opinião. 
Namore! Ore!
 Pense em novas possibilidades... 
Queira loucamente. 
Ria frequentemente. 
Sonhe! 
Trabalhe com prazer. 
Use a imaginação. 
Viva! 
Di•vir•ta-se. 
Zele por você.

[Autoria desconhecida]

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A RedeTV! e a grade de programação religiosa

Foi publicado recentemente um artigo interessante no site G+ (Gospel Mais.Com), assinado por  Dan Martins, cuja fonte é um colunista do portal UOL. que escreve sobre televisão.

De acordo com a nota, a orientação da cúpula da RedeTV! é a seguinte:

"É terminantemente proibido mexer com elas' (igrejas com horários veiculados no canal). 'Principalmente aquelas que pagam em dia, como a Universal, por exemplo – afirma o jornalista. De acordo com Flávio Ricco, os novos investimentos feitos pela emissora em sua grade de programação passam obrigatoriamente pelo crivo de não interferir na programação religiosa."

É claro que a decisão da direção da emissora ocorre motivada pelo dinheiro, não se espera outro motivo para gerentes de empresas. Os cristãos que pagam pela veiculação de conteúdo sabem disso, e estão dispostos a continuar pagando. Existe tal disposição porque eles são sabedores que Jesus manda o crente ir ao mundo pregar. Os evangélicos patrocinam esses programas com propósitos evangelísticos. É obrigação de todo crente procurar os espaços em que o pecador está e anunciar a mensagem de salvação. No caso da TV, o ambiente do mundo se configura nos espaços da grade de programação em canais seculares.

Da minha parte, sem me aprofundar em questões doutrinárias denominacionais, gostaria que todos os canais de televisão abrissem espaço às igrejas. Gostaria que todas as denominações evangélicas usassem pelo menos uma hora ao dia em comunicação televisiva. Penso que é importante a presença na grade de programação da televisão, pois a televisão ainda é um dos veículos de comunicação entre os mais populares da mídia mundial, portanto, ainda é um dos meios consideráveis para divulgar a Palavra de Deus.

Alguns anos atrás eu, em uma madrugada, sintonizei um determinado canal que regularmente veiculava programação religiosa e me surpreendi que houvesse naquele horário um tal de cine prive. A grade daquela programação havia sido mudada naquele horário, o espaço religioso pelo pornográfico. Nesta situação, me coloco no lugar de quem ainda não conhece Jesus, que salva todo indivíduo que invocar o seu nome. E diante disso fica a pergunta de Paulo, de maneira parafraseada: "Como o telespectador crerá se não há quem pregue via televisão?"

Tive a chance de conhecer um senhor cuja profissão era trabalhar como caminhoneiro, ele traiu a esposa por mais de trinta anos, por décadas foi viciado em cigarro e álcool, e o seu vocabulário era repleto de palavreado chulo - usava palavras torpes até diante de crianças, e era um sujeito briguento. Em determinada ocasião, se converteu ao Senhor Jesus e passou a ser marido fiel, livrou-se dos vícios da bebida e fumo, suas conversas passaram a ser agradáveis de se ouvir, tornou-se um sujeito tratável. Este tipo de transformação ocorre quando a pessoa ouve a Palavra de Deus e abre seu coração. Muitas vezes a mensagem libertadora acontece por intermédio da transmissão via televisor.

Eu ficaria muito feliz se a Assembleia de Deus inteira (todos os ministérios assembleianos: ministérios independentes e ministérios ligados em convenções pastorais distintas), Igreja Batista, Igreja Presbiteriana, etc, empenhassem-se com guarra no serviço da comunicação através de emissoras de TV. Talvez, se todas as igrejas evangélicas estivessem atuantes assim, seriam maiores do que são hoje em dia e com certeza dariam aos telespectadores brasileiros, aqueles que não frequentam templos, a oportunidade de conhecerem a Jesus e entenderem as diferenças entre as doutrinas neopentecostais, pentecostais, tradicionais, reformadas. Atualmente, para quem não é evangélico todas as igrejas se parecem iguais e sabemos que elas não são.

Penso que é importante existir a presença de mensagens evangélicas na televisão porque faço comparação entre os programas religiosos e os não-religiosos, cujo mote é quase sempre a violência, o sexo fora do casamento e idéias filosóficas que confrontam em 100 % o ensino de Cristo.

Em breve os canais brasileiros estarão com seu nível mais baixo do que já estão, pois importam programação americana, que se deteriora. Ouvi um jornalista - ele não é religioso, apenas passava adiante a informação exercendo sua profissão - comentar que em 2014 as emissoras de canais americanos lançaram 128 seriados com temática voltada à sensualidade. Então, brevemente, uma parcela deste conteúdo lascivo estará em nossos televisores.

Que bom seria se os programadores da televisão do Brasil comprassem menos produções vulgares e se interessassem mais em difundir programas religiosos. Seria ótimo se os espaços da televisão brasileira fossem preenchidos com menos produtos enlatados made in USA e houvesse mais mensagens que tocassem na necessidade da alma humana, tão carente de alimento espiritual. Minha esperança e oração é por esta mudança de disposição na mente de todos os detentores de concessão de televisão. Este desejo se baseia no fato de saber que existe muita gente precisando ouvir a mensagem do Evangelho, e entender ser uma boa estratégia evangelística manter programas de igrejas em canais seculares. Quando os cidadãos se convertem, a sociedade melhora, ao receber Jesus no coração o cidadão muda para melhor: aquele que mentia deixa de mentir, o que usava de violência procura resolver seus problemas usando o respeito ao próximo, a pessoa com tendência homicida se contém, e assim por diante.

É difundida a ideia que a maioria das transmissões de programas religiosos não atinge 1 ponto na escala do IBOPE. Eu desconfio da acuracidade dessas pesquisas. Será mesmo que refletem a realidade, ou será que elas apontam apenas ao resultado de um baixo percentual de televisores com o tal aparelhinho de aferição? E pergunto mais: quem usa os tais aparelhos? Qual critério é usado para instalar esses aparelhos?

E.A.G.

domingo, 17 de agosto de 2014

Perdoar no íntimo

Por Myrian Talitha Lins

Na parábola do "Credor Incompassivo" (Mateus 18.23-35), Jesus narra a história de um homem que devia ao seu senhor uma quantia vultosa. Não tendo ele com o que pagar, o senhor, generosamente, perdoou-lhe tudo. Entretanto esse servo não foi capaz de perdoar a um colega que lhe devia uma quantia insignificante, e lançou-o na prisão. Ao tomar conhecimento do fato, o senhor voltou atrás na decisão de perdoar-lhe. Ordenou que ele também fosse preso até que saldasse toda a dívida. E Jesus concluiu o ensino dando a seguinte  relevação: "Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um de seu irmão (versículo 35).

Alguns anos atrás, certa pessoa teve para comigo um gesto de rejeição que me magoou profundamente. Achava-me numa situação delicada e sentia-me bastante insegura. Essa pessoa podia ter-me valido naquele momento, dando-me "uma força", atendendo a um pedido meu. Contudo, apesar de haver dito antes que o faria, acabou se recusando, Roguei-lhe insistentemente que reconsiderasse a decisão, mas permaneceu irredutível. Fiquei muito magoada e, durante muito tempo, carreguei aquela tristeza comigo.

O tempo foi passando e o rancor permanecia. Meu relacionamento com ela, conquanto não fosse propriamente conflituoso, tampouco era caracterizado pelo amor cristão. Eu a tratava com certa frieza, procurando manter distância, provavelmente temendo mais rejeições.

Permita-me aqui abrir um parêntese. Na verdade essa nossa mania de guardar mágoa pelas ofensas sofridas é uma insensatez, pois acarreta muito sofrimento. O rancor nos torna ressentidos, entristecidos. Podemos inclusive contrair enfermidades, como úlcera gástrica, artrite, depressão, pressão alta, etc. Naquela época, recordo-me, sofri vários distúrbios do aparelho digestivo. Vivia sentindo dores na região abdominal. E um detalhe curioso é que aquele que nos magoa, geralmente não sofre nada. Nosso ressentimento parece não afetá-lo. Além disso, o fato de termos rancor não muda o acontecido, não muda a ofensa, não cura a dor. Portanto, alimentar mágoa contra alguém não só é algo sumamente inútil, como pode trazer-nos grandes prejuízos.

Depois de certo tempo, Deus começou a falar-me com base em 1 João 4.20: "...aquele que não ama  seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê." De acordo com esse texto, eu não amava a Deus (embora julgasse amá-lo), já que não amava aquela que me magoara. Entretanto eu acreditava ter todo o direito de guardar mágoa, e cerrei os ouvidos à voz do Espírito. Contudo ele é fiel e continuou batendo à porta do meu coração.

Analisando bem os fatos, porém, compreendi que as ofensas que tanto sofrimento causam, na verdade, são de valor íntimo. Comparada com realidades como a morte e a perdição eterna, aquela ofensa que eu sofrera não passara de uma "ninharia".

Afinal, um dia, parei de resistir à voz de Deus. Tomei a decisão de amar o meu próximo, como Jesus ordenara. Para isso, para amar aquela que me magoara, teria de perdoar-lhe, então orei:

- Está bem, Senhor. Eu me disponho a amar essa pessoa. Ela não merece, mas vou amá-la em obediência a ti, só por isso!

Não foi fácil. Nunca é fácil perdoar. O problema é que deixara aquele sentimento enraizar-se profundamente em minha alma. Agora estava sendo extremamente difícil removê-lo. Exigia um processo longo e penoso.

O Senhor insistia comigo, dizendo-me que precisava amar e perdoar. Eu desejava obedecer, mas meu coração parecia endurecido.

Por fim, após alguns meses de relutância, num esforço de vontade, assumi conscientemente a decisão de perdoar e disse:

- Senhor, eu perdoo! Perdoo a essa pessoa aquele ato e rejeição que tanto me magoou!

Senti grande alívio. Reconheci tomara  decisão acertada. Contudo, apesar de ter sido sincera ao dizer que perdoava, o problema não ficou resolvido aí. É que, ver por outra, recordava-me daquele fato e, com a lembrança, retornavam a mágoa, a dor e o desconforto emocional. Assumira uma disposição consciente de perdoar, mas a ofensa sofrida ainda me doía interiormente.

E Deus continuou a falar-me ao coração. Precisava amar, o que implicava em perdoar. Como eu decidira amar, entendi que deveria manter  o perdão. Então repeti  decisão de perdoar.

- Senhor - disse- eu quero amar e, portanto, quero perdoar. Sinto novamente essa mágoa, mas decido perdoar. Perdoo outra vez!

Isso ocorreu várias vezes, sempre com o mesmo processo. Eu me lembrava da ofensa, sentia a mágoa, mas, em seguida para obedecer ao Senhor, exercitava minha vontade e perdoava de novo. Lembro-me de que, certo dia, achava-me no carro sozinha, dirigindo-me para o trabalho. Veio-me novamente  tentação de sentir raiva daquela pessoa, mas resisti e de novo decidi perdoar. Então falei em voz alta, com firmeza e decisão:

- Senhor, eu perdoo Fulana. Perdoo mesmo. Quero perdoar sim!

Como nas ocasiões anteriores, senti uma alegria intensa, difícil de ser explicada em palavras. Parecia-me que meu espírito se tornara mais leve.

Não sei quanto tempo isso durou nem quantas vezes tive que repetir o perdão. Sei, porém, que  cada vez que o renovava, , fazia-o com maior convicção e firmeza. Percebia também que, a cada vez, as palavras vinham mais e mais do fundo do meu ser.

Afinal, como persistisse na decisão de perdoar e amar, um dia fui capaz de chegar no fundo do coração, no íntimo, e falei:

- Senhor, eu perdoo! Perdoo! Perdoo! Perdoo!

Disse-o de forma incisiva, sem a menor dúvida no coração. Dias depois, ao pensar no fato, compreendi que era disse que Jesus falava em Mateus 18.35. O Pai quer que perdoemos no íntimo, isto é, de todo o coração, mesmo que precisemos perdoar várias vezes a mesma ofensa.

O que acontecera é que, apesar de haver perdoado com sinceridade, eu o fizera superficialmente. Assim que voltava  lembrar a ofensa sofrida, sentia de novo a dor, a mágoa e o rancor. Fora necessário, então, aprofundar o perdão. Era preciso perdoar no íntimo de meu ser, extirpar do coração a raiz de amargura.

Algum tempo depois de haver perdoado aquela pessoa no íntimo, percebi que a lembrança da rejeição que sofrera não me "doía" mais. Era como recordar qualquer outro ato dela. Ainda hoje, se a relembro, é como se nada houvesse ocorrido. Não sinto mais a mágoa. Tudo passou.

Recentemente voltei a ter contato com essa pessoa e a sensação que tive foi de liberdade e gozo, A atmosfera entre nós se desanuviara; achava-se límpida e clara. Não havia mais peso, nem sombra, nem escuridão. Glória a Deus!

Estou certa de que nem todo mundo precisa passar por um longo processo para perdoar um ofensor. Alguns talvez consigam dar um perdão profundo imediatamente. Contudo quem é como eu possivelmente terá de tomar a decisão várias vezes até chegar  perdoar no íntimo. E é imprescindível que perdoemos assim, sem o que a questão não ficará resolvida.

Meu irmão, se você perdoou um ofensor (e quem nunca sofreu uma ofensa?), mas sente que entre você e ele continua a haver alguma mágoa, é possível que não lhe tenha perdoado do íntimo, como Jesus ensinou. Então, perdoe de novo, do fundo do coração.

É vital que perdoemos e que o façamos do íntimo. Isso é necessário para que fiquemos livres do rancor, da dor, da mágoa. É necessário para que nos livremos de enfermidades e das outras dolorosas consequências da amargura. E o mais importante: é necessário para que o Pai nos perdoe!

E.A.G.
Fonte: Mensagem da Cruz, páginas 12-14, nº 109, Abril-Junho de 1996, Minas Gerais (Editora Betânia).

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Eduardo Campos candidato a presidente pelo PSB morreu hoje


Eduardo Henrique Accioly Campos, de 49 anos, era economista, ex-governador de Pernambuco, presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSC) e candidato à Presidência da República. Era neto de Miguel Arraes, o ex-governador de Pernambuco, casado há mais de 20 anos com Renata Campos e pai de cinco filhos, sendo o mais velho com idade de 21 anos e o mais novo apenas cinco meses. O caçula nasceu com síndrome de down.

A data do desastre fatal de Eduardo Campos coincide com a da morte de seu avô, em 13 de agosto de 2005.

Nota emitida pela Aeronáutica informa que o avião, modelo Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu às 10 horas. “A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave”.

A última entrevista de Eduardo Campos foi ao Jornal Nacional, ontem ele participou de entrevista ao vivo concedida a William Bonner e Patricia Poeta.

O avião caiu em área residencial do Boqueirão, na altura do número 136 da rua Alexandre Herculano, nas imediações do Canal 3, a cerca de sete quadras da praia e não deixou sobreviventes, próximo da base aérea de Santos. Segundo uma testemunha, houve explosão. Além de Eduardo Campos, também foram vítimas o ex-deputado, e assessor particular do candidato, Pedro Valadares Neto; o assessor de imprensa Carlos Augusto Percol Filho, o cinegrafista Marcelo de Lyra, o fotógrafo Alexandre Gomes e Silva; os pilotos da aeronave Geraldo da Cunha e Marcos Martins. Mais cinco pessoas que estavam em terra sofreram ferimentos.

Marina Silva, candidata a vice na chapa do candidato não estava a bordo da aeronave.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave está em nome da AF Andrade Empreendimentos e Participações, tinha capacidade para transportar até 12 pessoas, não tinha pendências e voava regularmente.

No local, a variação do tempo estava para nublado no momento do pouso, desfavoráveis para voar.

Uma notícia assim, difícil de se acreditar, já é confirmada pela assessoria de imprensa do partido e começa a ser veiculada como certa nos principais órgãos de imprensa do Brasil.

E.A.G.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

A fé se manifesta em obras

Por Eliseu Antonio Gomes

A doutrina bíblica da fé é uma das mais importantes e significativas para a vida do cristão.

A Bíblia fala que a fé é um presente de Deus, produzida por Deus no coração do ser humano por meio da pregação da Palavra (Tessalonicenses 2.13; Romanos 10.17).

A fé, as obras e a justificação

O termo fé ocorre 244 vezes no Novo Testamento. Pode ser vista com diversos significados: a fé comum aos que crêem (Marcos 16.17); fé como fruto do Espírito (Gálatas 5.22); fé como dom outorgado pelo Espírito (1 Coríntios 12.9 a); fé como meio de salvação (Romanos 5.1). O ponto de vista da fé apresentada por Tiago é a confiança em Deus. Sem essa confiança é impossível viver a vida cristã. O justo viverá pela fé, através dela recebe a salvação e é justificado por Deus (Tiago 2.19; Romanos 1.16 - 17;  Hebreus 11.6).

A justificação pela fé é a doutrina chave da salvação. Trata-se de um ato soberano em que Deus, justo Juiz, declara que o homem é pecador e torna-se inocente perante Ele por causa da obra realizada por Jesus Cristo na cruz. O pecador recebe a justificação exclusivamente pela fé. A fonte de justificação  é Deus e a sua graça; a base da nossa justificação é Cristo e sua cruz; o meio de se apropriar da justificação é a fé (Romanos 5.1).

O enfoque de Tiago não contradiz o ensino de Paulo (Romanos 3 e 4). A sua ênfase é que as obras não salvam, mas são evidências de que somos salvos, a espécie de fé que temos é a fé que demonstramos. Enquanto Paulo ensina que o crente não é justificado por suas ações (Romanos 4.5; 5.1; Gálatas 2.16). Tiago explica que as boas obras são o lado ativo da fé, o lado visível da justificação que é operada pela confiança plena que o verdadeiro crente possui  (1 Tessalonicenses 2.1-5; 2 Pedro 1.5-11; 1 João 5.12).

A fé de um verdadeiro crente justificado precisa ser revelada através da obediência. A fé que justifica é a mesma fé que produz obras coerentes com tudo o que o Evangelho orienta.

A fé sem obras é inútil

"Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado" - Tiago 4.17.

Está implícito nas Escrituras Sagradas que amar é agir fazendo o bem ao próximo, que a fé e as obras são inseparáveis. Quando a fé não está acompanhada de ação ela para nada serve, pois está morta.

As pessoas em nossa volta só poderão constatar que cremos realmente em Deus de todo o coração se em nosso relacionamento com elas revelarmos o amor do Criador por intermédio de nossos atos de amor.

As três características da fé morta

Tiago combateu a fé inoperante, este tipo de fé existe apenas no intelecto, trata-se de uma confissão vazia, improdutiva, imperceptível e demoníaca.

1. Fé improdutiva

Para ensinar sobre a necessidade de manifestar a fé com ações, Tiago cita duas figuras bíblicas muito diferentes uma da outra: Abraão, homem piedoso que deu origem ao povo de Israel, e Raabe, uma prostituta, que pertencia a um povo pagão e inimigo dos israelitas. Os dois tinham algo importante em comum: exercitaram a fé. A subordinação do patriarca Abraão em oferecer o sacrifício que o Senhor lhe pediu e a disposição de Raabe em ajudar os espias israelitas expressaram a confiança que eles tinham em Deus.

Usando ilustração simples e objetiva, Tiago ensina que a pessoa com a fé morta olha para o irmão necessitado, faz um discurso piedoso, mas não resolve seu problema (Tiago 2.15-17).

Sobre a fé morta, a declaração de João foi: "Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade" - 1 João 3.17-18.

A fé morta não vem acompanhada de boas obras, é incapaz de agir para salvar o pecador. A fé salvadora é acompanhada de frutos. João Batista fala de frutos de arrependimentos, enquanto Paulo fala de sua operosidade (Mateus 3.8; Gálatas 5.16-23; Efésios 2.10; 1 Tessalonicenses 1.3).

Uma vez salvos em Cristo, o amor materializado por meio das boas obras, torna-se a identidade do cristão. Como cristãos temos a obrigação de suprir as necessidades do próximo, principalmente, dos irmãos. Ao ajudar o irmão carente, estamos fazendo para Cristo (Mateus 25.40; Gálatas 6.10).

A verdadeira fé opera através do amor, e a ajuda ao necessitado é uma expressão desse amor (Gálatas 5.6; 6.10).

Assim como Paulo, Tiago afirma que o crente será julgado (2 Corintios 5.10). O julgamento, naturalmente, será realizado por Cristo. Como Justo Juiz, contudo, Ele julgará usando liberalidade e generosidade para com os que são alvos de julgamento e manifestaram as boas obras de amor ao próximo. Ele explica os critérios deste juízo: "Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo" - Tiago 2.13.

2. Fé imperceptível

O conceito de boas obras na Bíblia está estritamente ligado à salvação. Boas obras são apenas aquelas que são compatíveis com a orientação bíblica, ou seja, que Deus ordena (Miqueias Miquéias 6.8; Colossenses 2.20-23). Nenhuma obra praticada pela natureza humana sem conversão é vista por Deus como boa obra, mesmo que sejam atos de bondade, pois não glorificam a Deus (2 Reis 10.30; Mateus 23.23; 1 Corintios 10.31).

As obras da natureza não regenerada, ou da carne, não têm nenhum valor diante de Deus, elas não glorificam ao Senhor porque são iniciativas que não representam a sua soberana vontade (1 Corintios 10.31; Isaías 64.6).

Tudo o que fazemos sem fé é pecado; jamais receberemos alguma recompensa de Deus se não agirmos pela fé (Romanos 14.23; Tiago 1.6 -7).

3. Fé demoníaca

O crente que não ama não produz boas obras, pois o mandamento ordena amar ao Senhor e ao próximo. Aquele que usa a fé amando cumpre a lei de Cristo (Mateus 5.43-44; 1 João 4.21; Romanos 13.8-10).

Tiago ensina que não basta ter o conhecimento da existência de Deus e crer que Ele existe. A fé alojada apenas no intelecto, se não for posta em prática, é morta. Quem tem apenas o conhecimento de Deus, sem fazer uso desse conhecimento em favor do próximo, está na mesma condição dos demônios.

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus" - Mateus 7.21.

"Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem" - Tiago 2.19.

Quando o diabo tentou a Jesus, deu prova de possuir conhecimento bíblico (Mateus 4.1-11).  Os demônios sabiam quem era Jesus e confessaram o nome de Cristo (Marcos 1.24; 3.11; 5.7; Lucas 4.34). Eles reconheceram a Jesus como o Juiz e criam na existência de um lugar de castigo (Marcos 5.1-13; Lucas 8.31). Apesar de tudo isso, eles não agem segundo a vontade de Deus, e, portanto, não possuem boas obras.

A fé sem boas obras é igual a fé que os demônios possuem. Observe que ela envolve o intelecto e as emoções, porém não produz a salvação de seus portadores porque no que se refere à parte volitiva que é vontade de agir segundo Deus quer, não existe decisão pela obediência ao Senhor.

As três características da fé viva

A fé age através de três elementos: intelecto, emoção e volição. Temos um exemplo disso em Atos 2.37:

1. Parte intelectual: "Ouvindo eles estas coisas"
2. Parte emocional: "compungiu-se lhes o coração" 
3. Parte volitiva: "e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos irmãos?"

Conclusão

O poder de produzir boas obras provém do Espírito Santo que habita no coração do cristão fiel. Ninguém jamais deve pensar que possui uma fé atuante por méritos próprios. Os evangelistas Marcos e João, o escritor de Hebreus e o apóstolo Paulo esclarecem que o Espírito Santo habita em nós, que alcançamos a graça de Deus e que somente através da intercessão sacerdotal de Cristo é que temos condição de manifestar boas obras ((João 15.4-6; Lucas 11.13; Hebreus 7.25; Romanos 1.17).

Tiago converge com estes ensinamentos e dirige seus ensinos contra os que na igreja professavam fé em Cristo e na expiação pelo seu sangue, crendo que isso por si só bastava para a salvação. Eles também achavam que não era essencial no relacionamento com Cristo obedecer-lhe como Senhor. Tiago afirma que semelhante fé é inútil e que não resultará em salvação e nem em qualquer outra coisa positiva.  Também, diz que não devemo pensar que mantemos uma fé viva exclusivamente por nossos esforços.

Artigo relacionado: Da zona do meretrício à genealogia de Jesus

E.A.G.

Compilações:
Bíblia de Estudo Palavras Chaves, página 1293, edição 2011, Rio de Janeiro (CPAD).
Lições bíblicas - Mestre, Eliezer de Lira e Silva; 3º trimestre de 2014, páginas 49-55, Rio de Janeiro (CPAD).
Lições Bíblicas - Mestre, Elinaldo Renovato de Lima; 1º trimestre de 1999, páginas 40, 43-44, Rio de Janeiro (CPAD). 
Revista Exposição Bíblica - Liberdade, Fé e Prática - Gálatas e Tiago; Arival Dias Casimiro; páginas 45-49; 3ª edição em julho de 2013; Santa Bárbara d'0este/SP (Z 3 Editora Ltda). 

Provérbios 6.16-19 na tradução bíblica A Mensagem


"Aí estão as seis coisas que o Eterno detesta e as sete que ele não tolera:

olhos arrogantes,
língua que profere mentiras,
mãos que matam o inocente,
coração que planeja maldades,
pés que correm pela trilha da impiedade,
boca que mente e é cheia de falsidade,
e aquele que provoca brigas e discórdia entre irmãos."

A Mensagem - Bíblia em Linguagem Contemporânea, Eugene H. Peterson, 2011, São Paulo (Editora Vida).

domingo, 10 de agosto de 2014

Escavações em Israel encontram tesouro de moedas do Segundo Templo


A Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) - instituição que preserva a história do país -.anunciou nova descoberta arqueológica. Diversas moedas de bronze foram achadas em uma antiga aldeia judaica. Estima-se que o tesouro tenha 2 mil anos de existência, era de uso corrente por volta do ano 70 depois de Cristo (d.C.).

Ao acaso, a escavação de trabalhadores da Netivei Israel (Empresa Nacional de Infraestrutura e Transportes), que ampliava uma estrada de Jerusalém à Tel-Aviv, encontrou uma casa e enterrada num canto dos compartimentos da residência uma caixa de cerâmica com 114 moedas de bronze, datadas do 4º ano da Grande Revolta dos judeus contra o Império Romano.

Em todas as moedas estão estampados o desenho de um cálice e há a inscrição em hebraico "Para a redenção de Sião" de um lado. Do outro, existem o desenho de um pacote feito de fronde fechado de ramos da palmeira, murta, salgueiro, frutos de cidreira - itens usados ​​durante o feriado judaico da Festa dos Tabernáculos - junto da inscrição Ano Quatro em hebraico, possível alusão ao quarto ano da revolta.

O anúncio deste achado coincide com a data em que os judeus relembram a destruição do Segundo Templo. O Segundo Templo, considerado um lugar sagrado e local de adoração para o povo judeu, foi construído pelo rei Herodes, onde hoje localiza-se o Domo da Rocha, e destruído sob o comando do imperador Tito, aproximadamente em 70 d. C.

"O tesouro parece ter sido enterrado vários meses antes da queda de Jerusalém, e nos proporciona um olhar sobre a vida dos judeus que viviam na periferia de Jerusalém, no final da rebelião", disse Pablo Betzer que é um dos diretores de escavação em um comunicado para a imprensa.

O trabalho de alargamento da pista, que era responsabilidade da Netivei Israel, passou a ser conduzido também pela AAI, que em outras ocasiões já encontrou outros artefatos ligados a períodos narrados pela Bíblia.

Após o achado, estuda-se a preservação da velha cada e de toda aldeia em que ela se encontra. Arqueólogos afirmam que os moradores originais do local, agora escavado, assim como a maioria das aldeias judaicas na Judeia, envolveram-se nas duas principais revoltas contra os romanos, tanto a Grande Revolta (ano 70) quanto a Rebelião de Bar Kochba (entre 132 e 135). Devido à sua participação nos motins, as aldeias foram destruída duas vezes.

E.A.G.

Com informação de:
http://www.foxnews.com/science/2014/08/05/2000-year-old-trove-ancient-coins-found-in-israel/
http://www.livescience.com/41499-photos-10000-year-old-house-israel.html

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A fé e a oração de Jabez

"Houve um homem chamado Jabes, que foi a pessoa mais respeitada da sua família. A sua mãe pôs nele o nome de Jabes porque ela havia sofrido muito durante o parto. Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido" - 1 Crônicas 4.9-10 (NTLH).

O nome Jabez (a'-bez) possui significado forte e extremamente negativo: "tristeza"; "causador de dor"; ou, "ele causa dor"; ou, ainda, "ele causa tristeza".

A genealogia em que o nome de Jabez aparece é a da família real de Judá. Qual seria o motivo da mini-biografia de Jabez estar incluída bem no meio desta lista? Temos poucas informações sobre quem era ele. Sabemos apenas que sua mãe chamou o seu nome Jabez, porque deu-lhe à luz sentindo tristeza, e que foi ele quem mais sobressaiu entre seus irmãos.

O que Jabez fez de tão extraordinário que seja digno de nota? Ao examinar o texto bíblico, encontramos algo especial que explica a razão de existir tal registro bíblico. Jabez invocou o Deus de Israel, portanto, ele era um adorador do Deus verdadeiro. Podemos entender que era homem de constante oração e determinado a alcançar um objetivo. É um exemplo de servo de Deus.

O leitor atento da Bíblia certamente já percebeu que todos os nomes bíblicos, de Gênesis a Apocalipse, carregam a sorte de uma pessoa. Jacó, por exemplo, quer dizer “suplantador”, nome muito apropriado para o patriarca maquinador. Noemi e seu marido colocaram em seus filhos os nomes de Malom e Quilom, que significa “franzino” e “debilitado”, e exatamente assim eram eles, ambos morreram ainda jovens. Salomão significa “paz” e fazendo jus ao seu nome, tornou-se o primeiro rei de Israel a reinar sem precisar ir à guerra.

Assim sendo, Jabez que nasceu numa época em que nomes significavam verdades e eram símbolos da realidade, e viveu durante o período em que o nome era freqüentemente tomado como um desejo ou uma profecia para o futuro de quem o possuía, recebeu uma identificação que significava “dor”, não era um bom presságio para ele. Mas apesar desse quadro inicial negativo, porque tinha fé, acreditava na bondade do Senhor, clamou pela bênção divina e tornou-se um honrado chefe de uma família de Judá,

O nome foi dado a ele no momento do nascimento. Retratava o humor de sua mãe, que o trouxe à luz durante um parto muito complicado e dolorido, seu significado se encaixava às circunstâncias do momento complicado em que nasceu.

Provavelmente, enquanto crescia o seu nome trouxe-lhe amargura, provocou a zombaria e desdém de seus irmãos e circunvizinhos, causando-lhe muitos problemas de relacionamento. Ao longo de seus anos, ouviu sobre o Deus de Israel, vivo e verdadeiro, que havia libertado seus ancestrais da escravidão, que os resgatara de poderosos inimigos e os colocara numa terra de fartura. Ao tornar-se adulto, Jabez acreditava e confiava piamente no Deus de milagres e maravilhas, que ouvia e respondia orações. Então, cansado de sofrer ele decidiu pedir um novo começo para si mesmo e formulou uma das orações mais famosas que encontramos no Antigo Testamento, sabedor de que se dirigia ao Deus que era fiel a aliança que havia feito com seu povo e tinha condições de responder sua oração de forma satisfatória. Ele pediu a bênção do Senhor sobre sua vida. E foi abençoado.

A palavra "bênção" é mais profunda do que uma saudação de "bom dia" ou "boa noite". É mais profunda que a bondade humana de alguém altruísta que favorece outra, expressa a bondade de Deus que ocorre como um favor ilimitado e sobrenatural.

A oração de Jabez não está registrada na Bíblia apenas pelo fato de ter sido feita, mas em razão de como ela foi realizada, isto é, com palavras cheias de fé, sinceridade e devoção, e por seu resultado alcançado. Jabez buscou a providência de Deus de maneira consciente.

Ao clamarmos pela bênção de Deus, não devemos pedir a bênção como se ela fosse algo comum, como se fosse algo que poderíamos conseguir pelo nosso próprio esforço. Ao clamar, devemos esperar pela maravilhosa e ilimitada bondade, que apenas Deus tem para oferecer e deseja conceder.

Ao orar, não é preciso usar as mesmas palavras de Jabez, apenas ter na oração os mesmos elementos: o sentimento de dependência, expressão de confiança, ímpeto, e coração aberto. Ao estar diante da face do Deus pessoal, adorá-lo, sabendo que só podemos pedir que a mão de Deus esteja conosco quando nosso desejo supremo é fazer a vontade dEle. Desta espécie de oração surge a poderosa vontade de Deus, que concede resposta conforme o pedido.

Encontramos na Bíblia muitas mulheres que na condição de mães são mencionadas como influenciadoras de seus filhos, tanto para o bem quanto para o mal. As mães dos reis perversos de Israel, a mãe de Moisés,  a mãe de Timóteo, etc. Através das experiências de Jabez, aprendemos que Deus intervém na vida de quem o ama. Assim, o destino de todos nós não está traçado por causa de erros cometido em momento infeliz de uma mãe ou um pai, ou por outros fatores circunstanciais . É por isso que muitas pessoas estão retratadas na Bíblia com dois nomes de significados diferentes: Abrão se tornou Abraão, Sara, Sarah, Jacó passou a ser chamado de Israel e Simão se transformou em Pedro, e assim por diante.

É preciso servir ao Senhor crendo que Ele quer o nosso bem e sempre mostrará o caminho para sair de qualquer espécie de problema. O exemplo da fé de Jabez nos revela que Deus ouve o clamor do justo e altera o destino ruim que o meio em que vivemos nos coloca. Quando confiamos em Deus, o nosso futuro está nas mãos dEle.

Aprendi com a oração de Jabez que ao orar as palavras não devem sair da minha boca por sair, aquelas que cinco minutos depois da oração não lembro mais o que foi dito. Explicando de outro jeito, não convém fazer orações sem valorizar a liberdade de se aproximar do Trono da Graça. Tenho experiência neste sentido: quando há valor, há resultado positivo, mesmo que a resposta não seja a esperada, sei nitidamente que fui respondido.

E.A.G.

Compilações:
A oração de Jabez, Bruce Wilkinson, 2001, São Paulo (Editora: Mundo Cristão)
http://biblehub.com/1_chronicles/4-10.htm 
http://biblehub.com/commentaries/illustrator/1_chronicles/4.htm 
http://biblia.com.br/dicionario-biblico/j/jabez/ 
http://www.godembassy.org/main/pastor-sandej-adeladzha/item/2110-sudbonosnyie-imena.html?tmpl=component&print=1

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A verdadeira fé não faz acepção de pessoas

Por Eliseu Antonio Gomes

O primeiro conselho de Tiago aos irmãos evangélicos é sobre a necessidade de não haver na igreja uma fé que cometa acepção de pessoas. Provavelmente, ele tenha convivido com irmãos que prestavam consideração exagerada às riquezas e aos luxos desse mundo, tenha conhecido crentes que prestigiavam os ricos e desonravam os pobres.

Deus trata todas as pessoas de maneira igual

João viu "uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro..." - Apocalipse 7.9.

Por influência de características genéticas e climáticas e de outras ordens, os seres humanos foram se reunindo em cantos distintos da Terra, mas toda a Humanidade tem origem comum em Adão. Portanto, não tem o mínimo sentido dizer que os negros, os africanos, foram pessoas escolhidas para serem rejeitadas por Deus. Para o Criador,  não há privilégios, favoritismo ou discriminação de raças; o Senhor contempla a todos de maneira igual, independente do grupo biológico, características genéticas e posição socioeconômica (Gênesis 1.27; Isaías 45.12; Atos 17.26).

O que é acepção de pessoas?

Acepção é a tradução de uma palavra grega que, literalmente, significa "receber o rosto". No Novo Testamento, ela é usada primeiramente como uma tradução literal da palavra hebraica do Antigo Testamento correspondente a acepção.

"Receber o rosto" é fazer julgamentos e estabelecer diferenças baseadas em considerações externas, tais como aparência física, status social ou raça; é agir com parcialidade, tomar partido, formar facção, fazer escolhas e rejeições; é a tendência de preferência em favor de pessoa ou pessoas em detrimento de outra ou outras, atribuição de títulos ou privilégios. Tiago utiliza o termo com o significado de preferência de pessoa ou grupo, predileção por alguém em atenção à classe social.

O favoritismo baseado em aspecto externo é incompatível com a fé em Jesus, que veio derrubar as barreiras de nacionalidade, raça, classe e religião. No exercício da fé verdadeira "não pode haver grego, nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos" (Gálatas 3.11).

Você já viveu uma situação de ver uma pessoa pela primeira vez e sentir aversão dela? Esta sensação é o estado primário da acepção, mesclado com o preconceito. É preciso aplicar em nosso viver diário os ensinamentos do próprio Deus, que a despeito de Sua glória e majestade, trata a todos de igual modo, não discriminando raça, nacionalidade, cultura, condição social, sexo. Ele não olha a aparência exterior, mas o coração.

A doutrina calvinista

O teólogo João Calvino ensinava que segundo o decreto de Deus algumas pessoas estão predestinadas a vida eterna e outras a condenação eterna. Esta declaração é contrária ao caráter de Deus, que "amou o mundo inteiro" e interessa-se por todos que aceitam a Palavra, com obediência, em qualquer lugar do mundo, de todas as etnias e classes sociais (João 3.16).

Deus quer que as pessoas de todas as nações se arrependam de seus pecados e sejam salvas (2 Pedro 3.9).

O procedimento ideal do cristão

As exortações da Carta de Tiago abordam a questão da perseverança na provação, a importância de uma fé inabalável, os problemas de riqueza e pobreza (1.2-18); a necessidade de se colocar em prática a Palavra de Deus (1.19 - 2.26); o problema das brigas entre irmãos e o antídoto às crises de relacionamento (3.1-4, 12); as atitudes e características que devem estar presentes no perfil do cristão (4.13 - 5.11); juramentos, oração, o estímulo a que se conduza os pecadores ao arrependimento (5.12-20).

Isto tudo posto, é marcante que as diversas preocupações de Tiago revelam a unidade do seu raciocínio do início ao fim de sua redação. O apóstolo revela a necessidade de cada cristão ser praticante da Palavra de Deus, pois a religião pura se consiste dessa prática, que por sua vez só é possível quando o crente vive em ações de amor a Deus e ao próximo. Amor a Deus manifestado pela obediência; amor ao próximo manifestado através do fato de não discriminá-lo e ao socorrer os pobres e as viúvas em suas necessidades.

Em Tiago 2.3, é apresentada uma situação que exemplifica o ato de acepção. O apóstolo retrata uma cena deplorável. A ilustração mostra duas pessoas de aparências externas bem diferentes entrando num local de reunião como visitantes. Uma delas apresenta todos os sinais de riqueza: veste-se em trajes de luxo resplandescentes e usa anéis de ouro, tais como os usados por membros da classe alta dos cavaleiros romanos. O outro é um homem pobre e veste-se com roupas sujas. O homem rico recebe uma atenção especial e é conduzido com gentilezas ao seu assento. Por outro lado, ao homem pobre é dito: "Você, fique de pé ali', ou: 'Sente-se no chão, junto ao estrado onde ponho os meus pés" (Tiago 2.3 - NVI).

É pecado fazer acepção, principalmente contra as pessoas menos favorecidas economicamente, pois Deus as escolheu para Si (Tiago 2.5). É preciso vigiar, caso não haja vigilância, é possível haver favoritismo social onde as pessoas dizem ser geradas pela Palavra da Verdade. A principal razão para rejeitar a acepção de pessoas é que o Evangelho é a mensagem que dá respeito e dignidade ao ser humano. O favoritismo, a parcialidade e quaisquer tipos de discriminação devem ser combatidas rigorosamente na igreja local, porque é atitude altamente reprovável diante de Deus.

Atitudes de parcialidade, ou acepção, demonstram que quem assim age não é pessoa espiritualmente sábia, pois a sétima característica da sabedoria do alto é a imparcialidade, ou seja, não executar preferência injusta (Tiago 3.17).

Sobre acepção no Antigo e Novo Testamento

Existem diversas referências no Antigo e Novo Testamento que evidenciam a recomendação de que é preciso saber respeitar as diferenças individuais, e Tiago faz uso de algumas delas.

A passagem bíblica de Deuteronômio 10.17 reflete muitos assuntos abordados por Tiago (1.21 - 2.2.6). O texto veterotestamentário narra o momento quando Moisés, o grande líder de Israel, se despediu do povo, exortou-o a amar a Deus e servi-lo, dizendo: "Pois o Senhor vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande e terrível, que não faz acepção de pessoas".

Tiago também se reporta a Levíticos 19.15 (ARA), que tem escrito "Não farás injustiça no juízo; nem favorecendo o pobre, nem comprazendo ao grande; com justiça julgarás o teu próximo", uma vez que no capítulo 2 e versículo 18 de sua carta encontramos a citação expressa de Deuteronômio 18.18.

Assim como tratou Tiago, Pedro também abordou a questão da acepção de pessoas: ao chegar à casa de Cornélio. Muitos dos companheiros judeus de Pedro acreditavam que Deus os amava mais do que os gentios, mas Pedro compreendeu que Deus não se relacionava com os israelitas usando favoritismo. Então iniciou a pregação dizendo: "Reconheço, por vontade, que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo" (Atos 10.34, 35).

Conclusão

Tiago refere-se ao Evangelho como a Lei da Liberdade.

No coração do cristão deve haver respeito às pessoas de maneira igual, o crente não deve favorecer algumas pessoas mais do que outras. Se age assim, desobedece a Lei da Liberdade, a Lei de Cristo. O apóstolo repele, duramente, o comportamento de quem privilegia as pessoas por sua riqueza, afirmando que tal ação se caracteriza em se fazer de "juízes de maus pensamentos", e afirma que tal procedimento a seu tempo será julgado. (Tiago 2.1-4, 12 , 8-9).

Na Igreja do Senhor não deve haver acepção de pessoas, pois todos custaram o mesmo preço do sangue de Jesus e todos somos um nEle. No Corpo de Cristo, constituído por almas remidas,  flui a vida divina, em cujo processo natural é a relação interpessoal de amor e confiança entre todos os membros, que afetam uns aos outros gerando a edificação mútua (Efésios 4.13-16).

O cristão brasileiro, de pele parda, com miscigenação do índio, do europeu, do africano e asiático, tem a mesma importância para Deus que o cristão israelense ou palestino, chinês ou japonês, russo ou norte-americano, inglês ou argentino. Enfim, em Cristo, todos, de qualquer raça, aparência ou cultura, pobres ou ricos, quando aceitam a Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas, são uma só pessoa para Deus (Gálatas 3.28).

E.A.G.

Compilação 
Lições bíblicas - Mestre, Eliezer de Lira e Silva; 3º trimestre de 2014, páginas 41-47, Rio de Janeiro (CPAD).
Lições Bíblicas - Mestre, Elinaldo Renovato de Lima; 1º trimestre de 1999, páginas 32-36, Rio de Janeiro (CPAD). 
Tiago - Introdução e Comentário, Douglas. J. Moo, páginas 62 e 63; 1ª edição 1990, reimpressão 2011, São Paulo (Edições Vida Nova).

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