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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Um tipo do futuro Anticristo

Por Eliseu Antonio Gomes

Johann Wolgang von Göethe escreveu certa vez o seguinte: "A humanidade progride cada vez mais, mas o homem continua sempre o mesmo. Se eu deixasse a minha vida correr livremente, sem restrições, destruiria a mim mesmo e ao ambiente ao meu redor". E, em outra ocasião alguém disse: "Humanidade sem Deus se transforma em bestialidade."

Daniel 11.1-3; 21-23; 31, 36

O capítulo 11 representa o ápice do cumprimento da profecia bíblica. Traz a predição a respeito da queda do império medo-persa, a ascensão do império grego e a sua posterior divisão em quatro partes, enfatizando  a figura déspota, cruel, vingativa, opressora, de Antioco Epifânio. De acordo com os estudiosos da linha dispensacionalista, até o versículo 35, encontramos a exata descrição deste ditador.

O décimo primeiro capítulo de Daniel  apresenta o Deus verdadeiro, entronizado, que estava presente no início do tempo e estará presente quando este não mais existir e pode declarar com justiça ser capaz de "anunciar as cousas futuras, as cousas que hão de vir" (Isaías 44.7).

A pausa de comunicação

Quando terminamos a leitura do Antigo Testamento e viramos a página ao Novo Testamento, não imaginamos o decurso de tempo que existe entre os livros Malaquias e Mateus. Existe um espaço de 4 séculos, período interbíblico em que o Senhor não falava com a humanidade.

Mas nesta temporada de silêncio acontecimentos proféticos se cumpriram: houve o retorno dos judeus do cativeiro e foi o período em que surgiu na história o imperador Antioco IV Epifânio, que presunçosamente declarou-se um ser divino. Epifânio significa "deus manifestado".

O perfil de um terrível ditador: o caráter traiçoeiro, astuto e enganador do imperador da Síria

Antioco IV Epifânio  foi um governante que fez da religião o seu principal instrumento para impor sua vontade, precipitando assim um conflito entre consagração ao único Deus, revelado ao seu povo, e o modo de vida baseado na sabedoria do mundo, inescrupuloso. Tinha obsessão pela sua importância própria, que é provado de modo conclusivo pelas moedas que mandou cunhar. No primeiro período de seu reinado, elas apresentavam seu próprio retrato e a inscrição "Rei Antioco", depois, houve a adição de símbolos tais como estrela e a sentença "deus manifestado".

Ele é considerado por muitos o Anticristo, mas pelos estudiosos da Palavra de Deus apenas prefigura o Anticristo que há de vir. Entrou aos anais da história como o personagem perverso que arrasou Jerusalém. A cidade de Antioquia, atual Antakya na Turquia, ganhou este nome devido à predominância do poder político de Seleuco, antepassado deste déspota, cuja família teve muitos membros com o nome Antioco.

Antioco fez parte da Dinastia Selêucida, foi governante da Síria entre 174 a 165 a.C. Após seu pai perder uma batalha para Roma, viveu 14 anos exilado em Roma e com acordo do senado romano passou a reinar na Síria. De posse do poder, tentou cercar Alexandria mas foi impedido por Roma. Adotou o ideal de Alexandre Magno, que tinha o objetivo de levar e difundir a cultura grega aos territórios que conquistava e com esta disposição política oprimiu a Palestina, com o objetivo de helenizar o povo de Deus, fazê-los falar e viver como os gregos.

Para expandir a helenização, Antíoco construiu uma instituição para educação de jovens judeus de acordo com os modelos da cultura grega, confiou a direção ao Sumo-Sacerdote Jasão. Algum tempo depois, aceitou suborno de Menelau e o nomeou ao cargo no lugar de Jasão.

Nesta época o posto de Sumo-Sacerdote havia deixado de ser uma instituição nomeada por Deus. Era uma instituição marcada pela conquista do poder pelo poder, uma situação que continuou até a geração do ministério terreno de Jesus e o levou à crucificação.

A troca de Jazão por Menelau gerou revolta dos judeus. Houve uma guerra liderada por Jasão, seu exército apoderou-se de toda Jerusalém, matando partidários de Menelau. Aproximadamente três anos depois, Antioco retomou a cidade e reempossou Menelau à função de Sumo-Sacerdote.

Nesta retomada, massacrou muitos judeus, deixou Jerusalém sob controle de soldados, proibiu que os israelitas observassem o shabbat, interferiu nos hábitos alimentares da cultura judaica, não permitiu a prática da circuncisão, saqueou e profanou o Templo ao entrar e erigir em seu interior uma estátua do deus grego Zeus e cometer o extremo sacrilégio de sacrificar porcos sobre o altar.

Essas ações provocaram grande revolta, sob a liderança de Matatias e os seus filhos Macabeus, os judeus conseguiram expulsar Antioco de Jerusalém. Conforme previsto pelo profeta Daniel , em 11.45, Antioco morreu sem socorro de qualquer pessoa. E segundo Políbio, geógrafo e historiador da Grécia antiga, estando ele na Síria decidiu fazer uma expedição contra o santuário de Artemis, em Elimas, para retirar dali todo o dinheiro para si; no local, tribos bárbaras não permitiram a violação, e veio a morrer em Tabe, na Pérsia acometido de loucura.

As profecias, os estudos e a aplicação pessoal

Por que exércitos haveriam de marchar sobre a Judéia fazendo pressão extrema sobre o povo de Deus e destruindo tudo que este povo se apega com dedicação? Estudar fatos históricos de um povo, saber quem foi Antioco, ajuda entendermos completamente a profecia de Daniel (11.1-36). Fazer isso é uma tarefa importantíssima. Através do conhecimento compreendemos a relevância da profecia, sabemos através de prognósticos bíblicos que o curso da história está sob a direção de Deus, o Senhor dirige a história para que sua soberana vontade seja exercida na vida dos crentes, faz com que seus propósitos se cumpram, especialmente em relação a aliança estabelecida com Israel.

Conclusão

A profanação do Templo dos judeus por Antioco, as intenções de incutir no coração dos judeus o modo de vida dos gregos, suas conquistas ditatoriais, bestialidades, crueldades, imoralidades, dão uma noção da maneira que o Anticristo agirá no futuro, no período da Grande Tribulação. O passado reflete o que haverá futuramente, mas em proporções maiores, quando o Anticristo fará um brutal ataque contra a santa aliança, respaldado em um apoio internacional tão grande que toda oposição a ele será sem efeito.

O cenário de terror apresentado na profecia nos conduz a falar do ponto de vista do Novo Testamento, eu posso dizer a você: Deus observa sua vida, espera que entregue seu coração por inteiro para Ele, recusando as propostas deste mundo. Pondere sobre isso e aproveite o tempo da graça e confesse seus pecados ao Senhor Jesus Cristo e aceite a reta justiça divina, porque somente assim a sua felicidade eterna estará garantida. Quem assim proceder, estará livre das angústias que haverá na terra quando o Anticristo se manifestar no período da Grande Tribulação.

Deus sempre será Deus sejam quais forem as pretensões humanas ou do inimigo de nossas almas.

E.A.G.

Consultas:
As profecias de Daniel - Perspectivas de futuro, Norbert Lieth, páginas 85, 92 edição 2014, porto Alegre (Actual Edições). 
Atlas da História do Mundo, paginas 70, 72, 133, 4º edição por Geoffrey Parker, São Paulo, (Folha de São Paulo / Times Books)
Daniel - Introdução e Comentário, Joyce G. Baldwin, páginas 203, 210, 213, 1ª edição 1983, reimpressão 2008, São Paulo (Vida Nova) . 
Wikipedia, http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%ADoco_IV_Epif%C3%A2nio 
Wikipedia, http://pt.wikipedia.org/wiki/Antioquia 

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Bola colorida na areia da praia. By Eliseu Antonio Gomes

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