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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O MINISTÉRIO PASTORAL FEMININO

No tempo em que Jesus esteve entre nós, havia o sistema de escravidão entre os judeus. O judeu endividado, que não tinha condições de saldar a dívida, tornava-se escravo do devedor. E nós, a Igreja, hoje, temos uma grande dívida com Deus. Somos pecadores. O salário do pecado é a morte, mas não morremos porque os nossos delitos estão pagos por Cristo na cruz. (Romanos 6.23; Colossenses 2.14) Estamos endividados, a dívida é com Jesus! E Ele, perdoou esta dívida, não nos trata como (servos) escravos. Disse: "Já não vos chamo servos, mas amigos!" Outra passagem do Novo Testamento, informa: "Se Cristo vos libertar, verdadeiramente, sereis livres" (João 8.36).

Diante dessa mensagem, quero dizer-lhe que estamos livres, e é assim que devemos permanecer. Livres de sistemas de dógmas, livres de sistemas litúrgicos.

Sobre os títulos nas denominações, entendo que nada mais são do que um reconhecimento de um dom. (Efésios 4.11) Se o homem ou a mulher recebe o dom para pastorear, o ser humano não tem condições para impedir. O homem pode fazer duas coisas: reconhecer e dar o título denominacional ou ignora-lo Reconhecendo ou ignorando, a pessoa continuará com o dom que lhe foi conferido por Cristo.

É fato: tenho visto muitas mulheres assembleianas pastoreando o rebanho de Cristo. A maioria delas nem se dão conta que são pastoras! Pastoreiam com muito amor ao Senhor, prazeirosamente, sem pensar em honrarias da terra.

Alguns grandes ministérios de hoje, tenho certeza que não existiriam se não houvesse a participação de mulheres no início da Obra. Ecistem diversas histórias. Mulheres se dedicaram, arriscaram a vida, levantaram defuntos e curaram doentes em oração a Jesus. A Obra cresceu, e quando estava próspera veio o líder masculino para dirigir o culto.

Nota: ao chegar a liderança masculina, alguns trabalhos definharam, acabaram.

Uma dessas irmãs, quando jovem, por volta de 1950, trabalhou bastante em Pernambuco, hoje existe uma Assembleia de Deus-sede por lá em que ela participou plantando as primeiras sementes, evangelizou os primeiros membros, teve parte ativa dirigindo a primeira congregação (o chamado ponto de pregação). Depois que ela casou-se, mudou-se com o marido para São Paulo. Na nova região, continuou a traballhar . Com meus pais evangelizou a região que eu moro, nos idos de 1960 - 1985. Seu marido era um crente fiel a Deus, mas não era dotado com o dom da palavra, não tinha jeito para sair em evangelismo  e produzir resultados (era o jeito dele ser, não estou criticando-o). Ela era expansiva, por natureza sabia lidar com o público e pregar, sem esforço algum ela envolvia as multidões ao falar. Era alguém que entre mais de 600 pessoas tinha capacidade de conhecer a todos pelo nome e sentia falta quando um dos membros deixava de ir à igreja. Costumeniramente, ela ia atrás do membro faltoso, ia nas casas deles visitar e motivar a continuar congregando, e após a visita a grande maioria retomava à frequência. Hoje ela está na faixa dos 80 anos, a idade a fez parar suas atividades na igreja.

Apesar de constatar que essa mulher é uma pastora, tem o dom dado por Cristo, não sou o tipo de irmão que se levanta pensando em mudar o sistema assembleiano de títulos aos líderes. Mas penso que as mudanças acontecerão com o passar do tempo, quando houver mais mudanças nos postos de lideranças das instituições eclesiásticas atuais

Reconhecer o dom para pastoreaar em mulheres é importante. Acho que é questão de honrar quem tenha honra, acho esse reconhecimento muito bonito. É uma expressão de gratidão à Deus e às mulheres também, porque não negligenciaram suas chamadas ministeriais.

E.A.G.
__________ 


Leia outras postagens sobre o pastorado feminino neste blog: Belverede.

5 comentários:

disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eliseu Antonio Gomes disse...

Rô.

A liderança da Assembleia de Deus, ligada à CGADB, se divide neste assunto. Figuras tidas como importantes, como Ciro Zibordi se coloca contra mulheres pastoreando, e Geremias do Couto, se mostra favorável.

Quem é à favor, usa hermenêutica mais ou menos assim... Eles dizem: "Jesus Cristo é quem escolhe e capacita pessoas ao ministério. Os dons são dados para a igreja, que é composta de homens e mulheres que entregaram suas vidas a Deus".

Dizem mais: "Está muito claro que os escritores bíblicos através de uma linguagem masculina, porém simbólica, em todo o capítulo de Efésios 4, está se referindo ao gênero humano (homem no sentido Humanidade). Portanto não há razão para ficar mais arranjando desculpas ou inventando dogmas para barrar as mulheres de Deus de pastorear as ovelhas do Senhor. Ora, se as ovelhas são de Cristo, cabe a Ele então escolher quem ele quiser".

Abraço fraternal.

disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eliseu Antonio Gomes disse...



Em Efésios 4, podemos ver claramente que quem dá os dom do pastorado, e os outros dons, é Jesus Cristo. Então, os líderes nas denominações ficam apenas com a parte de reconhecer quem o recebe.

Em se tratando de Assembléia de Deus, igrejas ligadas à CGADB, a realidade é que já existem mulheres exercendo o pastorado. Isso, praticamente desde 1911. Elas evangelizam, dirigem cultos e pregam (quase sempre em reuniões de círculo de oração) fazem visitas, oram pelos enfermos, são usadas para converter almas e têm a capacidade de fazer o discipulado dessas pessoas recém-convertidas. O que falta para elas é apenas a liderança masculina reconhecê-las na função como pastorado e torná-las pastoras em ato oficial, denominacionalmente.

Conheci uma senhora com este dom de pastorado, porém, ela nunca reivindicou ter o "crachá" de pastora. Ela, quando jovem, trabalhou bastante em Pernambuco, hoje existe uma AD-sede por lá em que ela participou plantando as primeiras sementes, evangelizou os primeiros membros, teve parte ativa dirigindo a primeira congregação (chamado ponto de pregação) por dois anos e meio. Quando o número de membros passava dos 200, retiraram ela daquele lugar e colocaram um homem para dirigir as reuniões de culto. Depois que ela casou-se, mudou-se com o marido para a Capital de São Paulo. Na cidade paulista, ela trabalhou bastante com meus pais evangelizando a região que eu moro, nos idos de 1960 - 1985. Seu marido era um crente fiel, mas não era dotado com o dom da palavra, não tinha jeito para sair em evangelismo (era o jeito dele ser, não estou criticando-o). Ela era expansiva por natureza, sabia lidar com o público muito bem, pregava sem esforço algum, se envolvia com as multidões ao falar e empolgava quem a ouvia. Era alguém que entre mais de 600 pessoas tinha capacidade de conhecer a todos pelo nome e sentia falta quando um dos membros deixava de ir à igreja. Ela ia atrás do membro faltoso, ia nas casas deles visitar e motivar a continuar congregando, a grande maioria dos visitados retomava à frequência. Hoje ela está na faixa dos 80 anos, a idade a fez parar suas atividades na igreja.

Apesar de constatar que essa mulher é uma pastora, tem o dom dado por Cristo, não sou o tipo de irmão que se levanta pensando em mudar o sistema assembleiano de títulos aos líderes. Mas penso que as mudanças acontecerão naturalmente com o passar do tempo, quando houver mais mudanças de lideranças na CGADB. Por enquanto, as mentes antigas que estão mandando impedem a oficialização de mulheres como pastoras, mas o tempo fará com que essas pessoas dêem seus lugares para outros líderes que pensam diferente.

Reconhecer que uma pessoa tem o dom dado por Cristo é questão de honrar quem tenha honra, acho esse reconhecimento muito bonito. É uma expressão de gratidão às mulheres e também questão de espiritualidade, pois o dom é concedido por Jesus Cristo, segundo a vontade dEle.

O problema não é a AD reconhecer uma mulher como pastora, mas dar o reconhecimento para homens, que não possuem o chamado ao pastorado. Infelizmente, são muitos os casos de homens (reconhecidos denominacionalmente), que na verdade não possui o dom pastoral dado por Cristo! Pastores de fachada... isso é um problema!

Abraço fraternal.

disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

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Bola colorida na areia da praia. By Eliseu Antonio Gomes

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