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sábado, 15 de maio de 2010

CGADB PRA QUÊ? ASSEMBLEIAS DE DEUS, PASTOR-PRESIDENTE PRA QUÊ?

Observando, tenho constatado que aos membros a função de pastor-presidente é quase uma figura simbólica, pois é um alguém sempre ausente e que ninguém sabe ao certo qual o seu papel e atividade positiva às congregações.

Membros comentam: Que necessidade há ter alguém que está distante? Se é preciso consertar o vidro quebrado ou fazer nova pintura no templo, ou resolver os problemas das ovelhas na comunidade, quem comparece e cuida de tudo é o pastor local.

Neste ponto, eu vejo que as igrejas batistas são mais bem organizadas. Não existe o pastor-presidente (que lembra muito a figura papal). Lá, os membros elegem seu pastor... E se ele não servir as ovelhas à contento é destituído e posto outro no lugar. O dinheiro arrecadado dos dízimos e das ofertas é usado no templo local e se for para fora dali é com o consenso de todos os membros.

Na AD quem escolhe o pastor local é o pastor regional e o deixa ali o tempo que desejar, seja ele alguém bem-quisto ou não pelas ovelhas... Só os pastores votam no pastor-presidente da CGADB... O dinheiro das coletas de ofertas e dízimos segue para a sede regional e da regional para a AD central (é o que dizem). E tudo sem nenhuma prestação de contas de uso do dinheiro por parte dessas sedes aos ofertantes e dizimistas...

Creio que por causa deste processo do gerenciamento das coletas ser assim é que existem tantas necessidades nos templos das congregações assembleianas. Necessidades tanto na questão das construções velhas quanto nas questões das assistências sociais desestruturadas e desarticuladas.

Os membros que fazem perguntas sobre o processo de gerenciamento das ofertas e dízimos correm o risco de serem taxados de rebeldes. Esta situação tem causado descontentamento no meio assembleiano.

Não fiz o post com ensejo de fazer insinuações negativas ou lançar dúvidas sobre o caráter dos líderes assembleianos, pois não os conheço e nada tenho contra eles e se tivesse algo contra também não agiria assim...

Nunca pensei e nem quis insuflar grupos a rebelarem-se contra eles. Também não quis criticar a liderança da AD motivado pelo vício de criticar dos descontentes. Sou feliz, em paz comigo mesmo, com todos e com Deus.

Sendo eu alguém com 28 anos caminhando na fé em Cristo, bem longe de desejar o cargo pastoral por causa deste estado de coisas descritas acima, o meu intuíto é simples e pessoal, é tão simplesmente querer ententer...

Afinal, pastor-presidente, pra quê?

___________

Não sei o que leva os pastores assembleianos, a pensarem que precisam tanto da CGADB. Incompreensivelmente esta instituição está supervalorizada por pastores que estão dentro e fora dela. Os pastores não atinam que ninguém precisa ser membro da CGADB para pastorear um rebanho de Cristo!
É muito clara a constatação de que os pastores se tornam mais úteis quando passam a tocar seus ministérios livres, leves e soltos. Percebo que os líderes das Assembleia de Deus que estão desvinculados da CGADB têm seus ministérios mais articulados e profícuos na difusão do Evangelho. Talvez porque não precisam carregar as cargas pesadas que esta instituição lhes coloca nas costas; muitos ônus e pouquíssimos bônus.
Sou da opinião que o Pastor Samuel Câmara, e todos os pastores que votaram nele na 39 ª AGO, em Vitória - Espírito Santo, e todos os que não votaram também, deveriam ponderar seriamente em se desmembrarem dessa instituição o mais rápido possível e depois passarem a fazer a Obra de Deus sem esse descartável peso institucional.
CGADB para quê, caros pastores? Os pastores e a Assembleia de Deus não precisam da Convenção Geral. É justamente o contrário, senhores... Porém, a prepotência, a arrogância da cúpula desta instituição falida, espiritual e financeiramente, apregoa que a liderança assembleiana precisa dela.
A CGADB perdeu seu foco missionário há quase duas décadas atrás - e isto fez com que perdesse a razão de sua existência também. Mudem seus rumos ministeriais, e deixem que ela feche suas portas, senhores pastores. Sigam seus caminhos, sem esta inútil e nociva política eclesiástica assembleiana!
E.A.G.

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Trechos de artigos postados neste blog em 16 de outubro de 2008 e 12 de setembro de 2009, cujos títulos originais são "Assembléia de Deus - pastor-presidente (pra quê?)" e "Os pastores assembleianos não precisam da CGADB".O

3 comentários:

Pr. Levi Libarino disse...

Eu entendo um pouco da sua indignação, porém essa atitude foi a mesma que levaram o povo de Israel pedir um rei no lugar do profeta. Eles estava pensando que a monarqui seriasistema melhor, menos corrupto, porém não sabiam que estavam rejeitando a Deus. O sistema não importa, o que importa é obedecermos a Deus, e isso necessariamente passa pela obediência as lideranças nomeadas por Deus. Outrossim, será que é por causa de sistema falido que a ADs no Brasil, veja bem, no Brasil, é a maior igreja evangélica do mundo!!! Não siga os pensamentos do mundo porque a filosofia do mundo nem sempre é a de Cristo. Ele veio confundir a sabedoria humana...Deus o abençoe

Eliseu Antonio Gomes disse...

Pastor Levi

Respeito sua opinião entendo seu modo de pensar.

Porém, digo-lhe que é preciso considerar que a Igreja não é a denominação. Portanto, o crescimento que o sr. menciona, não tem a ver com a instituição.

Deus tem compromisso com os fieis.

Abraço.

Luci disse...

amei o artigo é isso ai, CGADB deixou o foco, (o foco de Cristo) mas ainda esta no foco financeiro. O que me conforta é saber que Jesus julgara a todos INDIVIDUALMENTE , cada pastor dara conta de si, e das ovelhas que deveriam guardar, e as vezes nao o fizeram para agradar os homens importantes desse mundo.

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Bola colorida na areia da praia. By Eliseu Antonio Gomes

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