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sexta-feira, 9 de abril de 2010

PASTOR ESDRAS COSTA BENTHO COMENTA SOBRE PROSPERIDADE BÍBLICA NO BLOG BELVEREDE

Kharis kai eirene

Prezado Eliseu, suas palavras são dignas de serem refletidas pelos teólogos assembléianos. Entendi que o caro amigo não é defensor da Teologia da Prosperidade, mas também não defende a Teologia da Mendicidade, mas aproveitou a oportunidade para criticar com mestria tanto uma como a outra. Já comentei a respeito da prosperidade em meu blog de acordo com a visão veterotestamentária, uma vez que a maioria dos pregadores da prosperidade usam e abusam das perícopes desse tomo sagrado.

Segue abaixo, algumas dessas considerações que, embora não definitas, contribuem para uma reflexão a respeito do tema:

Cinco termos hebraicos que descrevem a prosperidade no Antigo Testamento.

1. Tsālēach: a prosperidade como fruto de uma vida bem-sucedida. No Antigo Testamento a palavra hebraica mais comum para descrever a prosperidade é tsālēach, isto é,"ter sucesso", "dar bom resultado", "experimentar abundância" e "fecundidade". Esse termo é usado em relação ao sucesso que o Eterno deu a José (Gn 39.2,3,33) e a Uzias (2 Cr 26.5). No contexto bíblico, a verdadeira prosperidade material ou espiritual é resultado da obediência, temor e reverência do homem a Deus. A Escritura afirma que Uzias "buscou o SENHOR, e Deus o fez prosperar". A prosperidade de Uzias nesse período foi extraordinária. Como rei desfrutou de um sucesso e progresso imensurável (2 Cr 26.7-15). Deus deu-lhe sabedoria para desenvolver poderosas máquinas de guerra para proteger Jerusalém (vv.14,15). A prosperidade de Uzias era subordinada à sua obediência a Deus. O profeta Zacarias o instruía no temor do Senhor, razão pela qual o monarca prosperou abundantemente. O homem verdadeiramente próspero é como a "árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará" (Sl 1.3). Porém, a soberba destronou o rei de seu palácio e prosperidade (confira shālâ).

2. Chāyâ: a prosperidade de uma vida longeva. Um outro termo hebraico que descreve a vida próspera é chāyâ. Literalmente a palavra significa "viver" ou "permanecer vivo", entretanto, em certos contextos significa "viver prosperamente": "Até que eu venha e vos leve para uma terra como a vossa, terra de trigo e de mosto, terra de pão e de vinhas, terra de oliveiras, de azeite e de mel; e assim vivereis e não morrereis" (2 Rs 18.32). Em 1 Samuel 10.24, a frase "Viva o rei!", quer dizer "Viva prosperamente o rei!"; "Viva o rei em prosperidade". Nesses dois contextos, chāyâ se refere à "fartura de dias", "longevidade", "livrar-se da morte" e, consequentemente, "prosperidade". O termo também relaciona-se à saúde física e a cura de enfermidades. Em Js 5.8, o termo é traduzido por "sarar", "recuperar a saúde".

3. Śākal: a sabedoria que traz prosperidade. Um outro termo muito significativo no Antigo Testamento é śākal. Textualmente significa "ser sábio", "agir sabiamente" e, por extensão, "ter sucesso". Esta palavra está relacionada à vida prudente, ao agir cautelosa e sabiamente em todos os momentos e circunstâncias. Um exemplo negativo que serve para ilustrar a importância do que estamos afirmando é o marido de Abigail. Nabal, do hebraico nābāl, ipsis litteris, "louco", "imprudende", "tolo", demonstrou imprudência, tolice e loucura ao negar socorrer a Davi em suas necessidades. Embora rico, não era sábio e prudente (1 Sm 25.10-17); sua estultice quase o leva à morte pelas mãos de Davi, mas não impediu que o mesmo fosse morto pelo Senhor (1 Sm 25.37,38). Nabal não agiu com śēkel, isto é "sabedoria", "prudência"; não procedeu prudentemente, portanto, "não teve sucesso", "não foi próspero". Davi, por outro lado, viveu sabiamente diante de Saul, dos exércitos de Israel, do povo e diante do próprio Senhor: "E Davi se conduzia com prudência [śākal] em todos os seus caminhos, e o Senhor era com ele" (1Sm 18.14 ler vv.12,15). Nestes versículos temos a relação mútua entre dois conceitos: O Senhor era com Davi, razão pela qual o filho de Jessé foi prudente em suas ações; Davi era sábio, justo e prudente, motivo pelo qual o Senhor era com ele. Em alguns textos śākal diz respeito à prosperidade que advém do comportamento sábio e prudente.

4. Shālâ: o estado de impertubabilidade da prosperidade. O vocábulo procede de uma raiz da qual se deriva as palavras "tranquilidade" e "sossego". O termo significa "estar descansado", "estar próspero", "prosperidade". O termo também diz respeito à prosperidade do ímpio (Jr 12.1). Porém, o foco que pretendo destacar é o flagrante estado de "impertubabilidade" que pode levar ao orgulho. No Salmo 30. 6 o poeta afirma: "Eu dizia na minha prosperidade [shālâ]: Não vacilarei jamais". Derek Kidner (1981, p.148) afirma que a raiz hebraica que dá origem a palavra prosperidade nesse versículo refere-se às "circunstâncias fáceis, ao ponto de vista despreocupado, ao descuido e à complacência fatal" (Jr 22.21; Pv 1.32). Provérbios 1.32 revela com muita propriedade que "a prosperidade dos loucos os destruirá". O Salmo 30 descreve o louvor pelo recebimento da cura divina e pelo livramento da morte: "Senhor, fizeste subir a minha alma da sepultura; conservaste-e a vida para que não descesse ao abismo" (v.3). A salmodia foi composta logo após o restabelecimento da saúde física do salmista. Neste poema o rapsodo fala a respeito de sua prosperidade e de como sentia-se seguro, tranqüilo e impertubável até que a calamidade adentrou nos umbrais de sua frágil vida e seu orgulho e confiança na riqueza foi abatido. A confiança na estabilidade da prosperidade cede lugar à confiança inabalável na bondade divina: "Ouve, Senhor, e tem piedade de mim; Senhor, sê o meu auxílio" (v.10).

O patriarca Jó também alude ao "descanso" e "tranquilidade" advindas da prosperidade e como de súbito foi apanhado pelas adversidades: "Descansado [shālâ] estava eu, porém ele me quebrantou" (Jó 16.12a). Paulo, muito tempo depois orienta ao jovem pastor Timóteo para que exorte os ricos a não porem a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente dá todas as coisas (1 Tm 1.17). A prosperidade anunciada por meio do vocábulo shālâ pode produzir, como afirma o teólogo Victor Hamilton, "despreocupação" (Ez 23.41; Pv 1.32). Portanto, esse termo afirma o perigo que subjaz na prosperidade. Esta não deve substituir a confiança em Deus e nas santas promessas das Escrituras.

5. Dāshēm: a prosperidade abundante. Este termo é mais frequente nos textos poéticos do que nos prosaicos. Logo, trata-se de um vocábulo poético e idiomático hebreu. Literamente significa "engordar", "ser gordo" e, consequentemente, "ser próspero". Em nossa obra, Hermenêutica Fácil e Descomplicada (CPAD) explicarmos detalhadamente o hebraísmo "gordura" nas páginas 212, 213, 214 e 215. O Salmo 63.5, por exemplo, diz: "A minha alma se farta, como de tutano e de gordura [dāshēm]; e a minha boca te louva com alegres lábios". O hebraísmo dāshēm, isto é, gordura, descreve duas verdades concernentes à prosperidade: suficiência e sentimento de bem-estar advindo da prosperidade. Em Gênesis 41 aprendemos que as vacas gordas representam prosperidade, suficiência, abundância e felicidade (vv.26,29), enquanto as magras, necessidade, escassez, fome e tristeza (vv.27,30). Imagagens como essas eram freqüentes np Crescente Fértil. Nos períodos áureos, o gado sempre gordo refletia a prosperidade da terra, trazendo alegria a seus proprietários, enquanto o rebanho magro refletia a miséria e infortúneo. Desde então, os judeus, nada afeitos a termos abstratos, preferiram designar a prosperidade utilizando-se de imagens como gordura, vacas gordas e tutanos (gordura do interior dos ossos). Veja, por exemplo, a bênção de Isaque sobre o seu filho: "Assim, pois Deus te dê do orvalho do céu, da gordura da terra, e da abundância de trigo e mosto" (Gn 27.28 Edição Contemporânea de Almeida). Na tradução, a ARA (Almeida Revista e Atualizada) omite o hebraísmo "gordura da terra", mas traduz por "exuberância da terra". Embora o termo hebraico em Gênesis seja outro, participa do mesmo campo semântico de dāshēm, gordura, assim como o vocábulo chādal, isto é, ser gordo ou próspero. Este termo, por sua vez, diz respeito a prosperidade abundande, que salta aos olhos e traz extrema felicidade e contentamento (Pv 11.25; 13.4).

__________
O conteúdo acima está postado em meu blog, como comentário ao artigo publicado na data de ontem neste blog, cujo nome é Carta Aberta aos Pastores Filiados à CGADB
O Pr. Esdras Costa Bentho é um dos idealizadores do UBE Blogs, juntamamente com o Pb Valmir Nascimento Milomen e Pr. Altair Germano. É paraibano, teólogo, graduando em Pedagogia e escritor. Na ciência pedagógica é pesquisador nas áreas de educação infantil, formação de professores e gestão educacional. Na ciência teológica, é biblicista e hermeneuta, especialista em Hermenêutica Bíblica e pesquisador na área de Hermenêutica Filosófica, com ênfase no período clássico da hermenêutica alemã. Aprecia os filósofos alemães, principalmente Heidegger, Kant e Gadamer, e os franceses Rousseau e Ricoeur; além de ávido leitor da poesia pessimista de Augusto dos Anjos. Edita o blog Teologia & Graça.

10 comentários:

Matias Borba disse...

Caro Eliseu,
A Paz!

Ao receber seu comentário, percebi claramente que não houve apologia nem ao Malafaia nem a fartura ou miséria, entendo seu pensamento e corroboro contigo dizendo que, os teológos assembleianos, precisam ser mais claros e enfáticos a este assunto como o foi o Pr. Esdras.

Mesmo assim amado, penso que a forma como o Malafaia trata da questão das ofertas volutárias é a questão da vez. Digo isto pelo fato de ter exibido em seu programa dois homens que baseiam suas posturas claramente feitas em/como barganha para com Deus, e isso não é apenas neste episódio que isso fica claro, mas em suas tragetórias de vida.

Entendo que estipular valor, ofertas voluntárias, assim como votos são biblicamente corretos, mas acredito que, jamais poderei fazer uma troca com Deus em busca de riquezas, será que é lícito enrriquecer as custas do nome de Cristo? Pelo menos a forma como ele trata da questão das ofertas transparece isso, pois da última vez que ele fez isso em seu programa (o tal pedido de grandes ofertas), logo depois ele comprou um avião.

Outro exemplo disso são os inúmeros shows que alguns cantores gospel fazem e dão a entender que é apenas para enrriquecerem suas contas, aí me pergunto, qual e diferença entre eles e as posturas adotadas por todos que tratam da questão das ofertas como barganha com Deus?

Este sem dúvida é um assunto pra render muito pano pra manga, se colocarmos apenas nossas opiniões em defesa do evangelho ou para expressar o que entendemos biblicamente como o fez o Pr. Esdras será válido, o difícil vai ser agora o corporativismo aparecer tentando desqualificar quem quer que seja.

Digo pelo fato de, tratando-se de Silas Malafaia, o corporativismo sempre aparece nos que são contrários a sua permanência na CGADB, e para que ele não permaneça onde está, é preciso motivos sólidos e não o clássico corporativismo gospel.

Eu discordo que ele continue na vice-presidência da mesa, já mencionei isso em alguns blogs, e isto porque suas posturas não são assembleianas, sendo assim, qual o motivo de alguém que não se porta como um asembleiano permanecer na liderança da mesma? , aprendi a ouvir tudo e reter o que é bom.

Parabéns por abordar bem a questão e, espero que quem quer que leia meu comentário, não se precipite ao dizer que defendo A ou B, apenas sou a favor da verdade do evangelho e rejeito a teologia da prosperidade feita com barganhas com Deus.

Um abraço!

Eliseu Antonio Gomes disse...

Caro Matias

Fazem alguns anos que eu percebo a necessidade de haver uma abordagem mais profunda sobre o assunto prosperidade nas publicações da CPAD. Quase todas as ocasiões em que o tema é ventilado existe uma enorme timidez e o que dizem quase sempre não é dito com a desenvoltura que o assunto precisa ser tratado. Não entendo qual é a razão disso.

Pela Bíblia, sobre os pedidos de ofertas, que houveram no programa do Pr. Silas Malafaia, mesmo não sendo uma prática comum nas Assembleias de Deus, ainda não encontrei oposição bíblica para tal. Penso que seja o mesmo que “oferta alçada”, termo que encontramos em Malaquias 3.8-10. Neste trecho, até vejo o que os apologistas de hoje classificam como barganha. Ali, Deus condiciona a bênção sem medida aos que forem dizimistas e ofertantes.

Nesta sexta-feira, 9 de abril, assisti ao programa do Pr. Adilson Rossi. Ele é pastor filiado a CGADB e ligado ao ministério do Belenzinho – SP, seu templo está situado na Baixada do Glicério, centro da Capital paulista. O programa dele é produzido no templo que pastoreia e é transmitido pela Rede Gospel, canal do casal Estevan e Sônia Hernandes, fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo. Ao final do programa de hoje, Adilson Rossi estava sentado atrás de uma mesa, lembrando muito o Malafaia. Ele também pedia ofertas para ajudar no custeio do seu programa, informou números de agências bancárias e de contas correntes, clamava aos telespectadores para que bancassem financeiramente sua produção evangelística. O que eu acho plenamente justo e corretíssimo.

Pr. Adilson Rossi: “Sei que vão me criticar por pedir, não me sinto bem fazendo assim, mas é necessário pedir patrocínio”. E arrematou com um comentário que eu julguei infeliz e desnecessário: “Aqui não é como em outros programas que você vê por aí, não pedimos quantias determinadas, tudo é pedido para ser feito com amor”. E orou em favor de quem se dispusse a ser mais um de seus patrocinadores, pediu a Deus bênçãos especiais aos que colocassem as mãos no bolso atendendo-o.

Eliseu Antonio Gomes disse...

Ora, as quantias determinadas em 900 e 1 mil reais, no programa do Silas, também foram solicitadas em caráter voluntário e para que o contribuinte agisse com amor a Deus. Tanto a oferta com valor indefinido quanto de valores definidos são solicitações bíblicas. Como já disse acima, entendo que o segundo tipo de solicitação seja oferta do tipo oferta alçada, mencionada em Malaquias 3.8-10.

Sobre o Silas ter ou não o avião, entendo que depende da proporção ministerial de cada pastor ou evangelista. Consideremos se se trata de um líder com meia dúzia de ovelhas ou de alguém responsável por um rebanho com 20 ou 30 mil membros. Analisemos: O pastor está cuidando de um templo só, ou está cuidando de vários, em mais de um estado ou país? Não façamos análises simplórias, não pensemos apenas no veículo, pensemos em qual será o uso.

Sobre a Mesa Diretora da CGADB, temos a questão da política eclesiástica, estar ou não em cargos na convenção tem a ver com receber votos dos pares convencionais. E vence a maioria. No caso da Vice-Presidência, cargo ocupado pelo Pr. Silas, a maioria dos pares votou e o colocou no posto, democraticamente. Então, é a minoria dos pastores que estão descontentes com a pessoa e ministério dele. Meu poder de escolha e preferência na instituição CGADB é nulo. Não sou pastor e nunca fiz planos para ser.

Postura assembleiana? Acho que precisamos nos preocupar se temos posturas cristãs. A religiosidade denominacional deve sempre ficar abaixo da nosso serviço como cristãos. Muitos problemas seriam evitados se todos se propusessem a ser servos com esta perspectiva.

Que Deus abençoe os pastores Silas e Adilson Rossi. Ambos são bons televangelistas e profundos conhecedores da Palavra. Que Deus os abençoe e nunca desampare a todos nós.

Assim como você, defendo a verdade do Evangelho, analiso tudo o que leio, vejo e ouço, sempre meditando nas Palavra e retendo no meu coração apenas o que é bom, segundo o padrão das Escrituras, jamais objetivando interesses próprios.

Nem todos os críticos do Pr. Silas Malafaia tem emitido bons conselhos. E eu não penso que o Pr. Silas Malafaia seja um pessoa incriticável, ele é homem falho tanto quanto eu e você. E nem ele nega isso!

Obrigado por sua participação.

Um abraço.

Eliseu Antonio Gomes disse...

Uma errata:

"E orou em favor de quem se dispusse a ser mais um de seus patrocinadores, pediu a Deus bênçãos especiais aos que colocassem as mãos no bolso atendendo-o".

A retificação:

"E orou em favor de quem se dispusesse a ser mais um de seus patrocinadores, pediu a Deus bênçãos especiais aos que colocassem as mãos no bolso atendendo-o".

Matias Borba disse...

Prezado Eliseu
Paz!

Permita-me voltar aqui para um pequeno esclarecimento:

Quando me referi a questão da postura do Silas em relação a Assembleia de Deus, refiro-me as posturas adotadas por ele que não são de conformidade aos padrões assembleianos. Entendo a diferença entre costumes e tradições da doutrina Bíblica, mas, assim como qualquer instituição possuem suas regras, normas e formas de se viver, toda denominação tem as suas e as mesmas, precisam ser respeitadas.

E eu nem me refiro muito aos usos e costumes, refiro a forma ortodoxa de doutrinação aceita e praticada no meio assembleiano, a qual não é seguida pelo Malafaia.

Sei assim como você que, algumas posturas assembleianas são questionáveis, e estou trazendo este pequeno esclarecimento para facilitar a quem quer que leiam estes textos de que, a questão tratada por nós refere-se ao fato das ofertas, e não algo sobre denominacionalismo.

Quanto a sua resposta, entendo e sei que a CPAD precisa produzir ou editar mais materiais que sejam um pouco mais enfáticos a este assunto, creio que assim muitos iriam compreender mehlor a questão. Um exemplo do que pode ser feito, foi este belo comentário do Pr. Esdras Bentho, além de profundo, é muito esclarecedor mediante a análise dos textos originais. Creio que essa seja a melhor forma de análisar a questão.

Um abraço e Deus te abençoe!

Eliseu Antonio Gomes disse...

Caro Matias Borba.

Entendi a sua posição neste assunto. É digna de todo respeito.

Sua crítica reside na questão de comportamento do Pr. Silas Malafaia quanto a seguir os costumes da Assembleia de Deus, no que tange aos pedidos de ofertas na televisão, e ele aproximar-se de líderes evangélicos que não fazem parte da denominação, e, também, apresentarem estratégias de arrecadação que a AD não costuma usar.

Bem, diante deste cenário, lembro que como cristãos nossa regra de conduta precisa ser a Bíblia Sagrada, e não apenas cartilhas denominacionais assembleianas ou de qualquer outra denominação evangélica.

Quase todos os críticos sérios do Pr. Silas Malafaia, dignos de respeito como você é (faço a ressalva porque alguns não são sérios e não inspiram merecimento de nenhum respeito da nossa parte), usam o mesmo viés ao criticar. Baseiam-se na questão do bom costume assembleiano.

E eu fico pensando: Bom costume para quem? Nos guiamos pelo gosto pessoal? Jeremias 17.5-9 não alerta ao cuidado de se deixar guiar pelos sentimentos do coração?

Eu me guio pelas Escrituras, o parâmetro que eu uso para minha vida cristã - ao acatar e refutar coisas e comportamentos - , é a Palavra de Deus. E creio que o Pr. Silas, e todas as pessoas que temem ao Senhor, fazem o mesmo.

Deus não é assembleiano!

Lamentavelmente, temos visto que nem todos os líderes cristãos fazem assim. Em determinados momentos e circunstâncias, no calor das decisões referentes à política eclesiástica, trocam a Bíblia por Regulamentos Internos, adotam estratégias do mundo, sem cogitar em examinar se o comportamento ou coisa é importante ou não para o soprar do Espírito na Igreja do Senhor.

Sim, muitas convenções impedem o trabalhar de Deus. Não foi à toa que Paulo alertou a nós: "não extingais o Espírito - 1ª Tessalonicences 5.19".

Abraço.

Matias Borba disse...

Amado Eliseu,

Creio que não me fiz entendido, ainda.

Não faço minhas críticas ao Silas Malafaia por conta dos usos e costumes, mas sim sobre algumas poturas adotadas por ele relacionados a alguns assuntos relacionados apenas a posturas.

Para mim, mesmo entendendo sua posição quanto ao Malafaia e sendo a favor de certos pontos, o Silas Malafaia trata a questão das ofertas como apelação, o problema não é pedir, mas sim, como se fazer isso.

Quando me refiro ao fato de ele não ser assembleiano, me refiro a um seguimento evangélico, quantas vezes já o ouvimos ele mesmo dizer "eu sou assembleiano", entendeu? Deus não é assembleiano nem batista nem presbiteriano, mas me referi a um seguimento seguido por nós. Você mesmo deve ter sua denominação, e mesmo sendo membro do corpo de Cristo, você também é membro do corpo em uma denominação.

Não posso jamais condenar uma forma de vida relacionado a uma denominação, eu já fui batista, embora por pouco tempo, mas mesmo assim, desde meus primeiro passos na fé, Deus me ensinou a diferenciar doutrina de usos, costumes e tradições.

Então, minha posição ao Malafaia é sobre a questão do "desvio" quanto as posturas assembleianas, mas não contra a vida dele com Deus ou que nós sejamos assembleianos ou batistas antes de seguidores de Cristo.

É isso. É bom interagir com você, concordando ou discordando, é isso que faz um blog ter bom conteúdo, a arte da sebar responder e ouvir divergências.

Um forte abraço!

Eliseu Antonio Gomes disse...

Matias

O Pr. Silas Malafaia, após o falecimento do Pr. José Santos, seu o sogro, passou a ser o Pastor Presidente do campo AD Penha, que hoje já conta com mais de 20 mil membros. Digo-lhe isso para situar o caso das críticas que ele recebe. O Malafaia não igual a esses homens que possui o título "pastor" antes do nome e mas não possuem a responsabilidade pelo pastoreio de almas. O Malafaia não é um pastor sem a responsabilidade de dirigir igreja, como muitos outros que estão por aí. Não faço um desdém aos outros, apenas pontuo a diferença.

Creio que você conheça a estrutura das Assembleias de Deus. Elas são divididas (divisão no sentido organizacional) por campos e setores. E cada um deles têm o seu Pastor Presidente. E estes Pastores Presidentes são independentes uns dos outros e indepententes da CGADB. É por causa disso que algumas ADs são mais rígidas ou menos rígidas quanto aos usos e costumes, umas louvam a Deus batendo palmas, outras não...Até o brasão, o logotipo muda de desenho de lugar a lugar.

Eu aceitei a Cristo na Assembleia de Deus, no campo Belenzinho, cujo Pastor Presidente atualmente é o irmão José Wellington Bezerra da Costa.

Sobre os desvios que você falou, sobre apelação para arrecadar ofertas, não entendo que seja desvio e nem algo apelativo, penso assim pelo fato que já mencionei acima. Os Pastores Presidentes possuem independência uns dos outros. Nem o Pastor Presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil tem autoridade para determinar algo nos campos e setores espalhados pelo país.

O jeitão de pedir ofertas é um mero costume tradicional e informal. Não existe uma regra quanto a passar salvas ou não passar salvas, ter um gazofilácio ou não. Então, ter uma postura diferente quanto a arrecadação não significa bular regras, porque não existem regras estabelecidas, apenas o hábito.

Aí, voltamos ao caso da argumentação do “bom costume assembleiano”. E eu volto a perguntar: bom para quem?

Na idade, eu sou mais velho que você. Aqui no sudeste do Brasil, onde cresci, nas décadas de 1970, 80 e parte de 90, eu fui testemunha de muitas atrocidades de pastores contra as ovelhas de Cristo. Todas as intervenções dos líderes vinham com a argumentação “defesa do bom costume assembleiano”. O triste é que esses pastores afastaram ovelhas de Cristo sem usarem a Bíblia Sagrada. Ou seja, foram mais assembleianos do que cristãos.

Abraço.

misael disse...

primiramente a paz do Senhor,sou um jovem crente e gostaria de contar um pouco sobre meu pai.meu pai é evangelico,presbitero e vem fazendo um tratamento de saude rigoroso,ele tem diabetes,hipertençao,gota,problema de coraçao e outras coisas mais e infelizmente nossas codiçoes nao nos permitem comprar alguns remedios e tambem alguns de vossos produtos.humildimente dentro de suas possibilidades o senhor pudesse enviar livros,biblias gratuitamente,artigos,apostilas da EBO e desde ja agradeço vossa atenção e q Deus vos abençõe em nome de JESUS....

Eliseu Antonio Gomes disse...

Misael

Oramos por você e por seu pai.

Eu recomendo que você procure o pastor de sua congregação. Com certeza ele o ajudará nesta sua necessidade.

Abraço.

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Bola colorida na areia da praia. By Eliseu Antonio Gomes

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