
O culto corria que era uma maravilha, a Harpa Cristã já tinha sido aberta e dois hinos entoados, até o dirigente atender o pedido de um irmão para cantar um solo com o seu surrado violão Di Giorgio. Com vestes simples, cabelos grisalhos e voz grave, o irmão subiu ao púlpito, cantou com os olhos fechados e face virada para o teto do templo, e no final pediu licença para que todos juntos orassem pedindo para Deus converter o coração de José Wellington Bezerra da Costa, que segundo ele é “o pastor que não precisava passar tantos cheques sem fundos e me fazer motivo de piadas no meu trabalho”. Houve espanto entre os presentes, num misto de surpresa pela solicitação e também pela informação, pois diversos ali não estavam a par do assunto. Após orarem, houve um silêncio sepulcral e o culto terminou vinte minutos mais cedo que o habitual.
Esta cena me incomoda. Ela é o retrato do futuro da Assembleia de Deus, cujo líder máximo é um alguém que não tem exemplo moral para passar a todos, e assim macula toda uma comunidade honesta e sincera no falar e no agir.
Um talão de cheques, em bloco padrão, possui 20 folhas. Então, para assinar 176 cheques sem fundos, o sr. José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, usou oito talões completos e mais dezesseis folhas de outro inacabado. É difícil nos fazer acreditar que todos esses blocos de cheques foram usados de forma inocente, sem intenção de cometer estelionatos.
São muitos os estelionatários que desejam aprender a fórmula Wellington de cometer calotes na praça, ter o nome na lista do SERASA e depois não ouvir adjetivos de baixo calão contra si.
Mas, com certeza as vítimas de Wellington o xingaram muito. Imagine comerciantes católicos e ateus fazendo o fechamento de caixa no fim do mês, tendo o cheque de José Wellington nas mãos, sabendo quem ele representa no meio evangélico pentecostal brasileiro. Coitada da mãe de José Wellington e de todas as mães de todos os crentes assembleianos do Brasil nesses momento!
Depois dos cheques voadores de Wellington, àqueles irmãos que vão às ruas pregar e distribuir folhetos ouvirão piadinhas dos não-crentes, igual o irmão dono do velho violão Di Giogio escuta no emprego dele.
Entendam: este pobre irmão trabalhador, que soa a camisa trabalhando duro seis horas por dia, em seis dias por semana, não está sendo perseguido por causa da sua fé, ele está sendo pirraçado pelo péssimo exemplo do pastor que deveria ser o exemplo dos fiéis, mas não é!
“Muito obrigado”. É Satanás quem lhe agradece, José Wellington! Você contribuiu muito para dificultar o processo da evangelização em nosso território nacional!
Com a palavra todos os pastores que, em junho, na 39ª Assembléia Geral Ordinária (AGO) em Vitória do Espírito Santo, mesmo sendo sabedores deste lado podre do então estelionatário e candidado à reeleição, José Wellington Bezerra da Costa, o reelegeram. A mão de vocês, pastores eleitores de Wellington, está tão suja quanto as dele. Todas as almas que se perderem por causa deste escândalo, é culpa tanto dele quanto de vocês.
E.A.G.
Um comentário:
É complicado, mas o que podemos fazer é orar e claro que denunciar também, afinal de contas a igreja não pode saber e ficar calada, pois seria como se estivesse concordando com o pecado.
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